Dono da Choquei está em cela isolada após prisão em operação da PF

O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, está detido sozinho em uma cela na sede da Polícia Federal

Por Bruna Castelo Branco.

O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, está detido sozinho em uma cela na sede da Polícia Federal após ser preso no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de movimentação financeira ilegal estimado em R$ 1,6 bilhão.

Segundo a corporação, o influenciador recebe três refeições diárias, mas não há confirmação se ele está se alimentando. A decisão sobre os próximos passos do caso depende de manifestação de um delegado em São Paulo e será analisada pelo juiz responsável.

O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, está detido sozinho em uma cela na sede da Polícia Federal. | Foto: Redes Sociais

A defesa informou que aguarda uma decisão da Justiça ainda nesta sexta-feira (17) sobre o pedido de liberdade. Em nota, o advogado Pedro Paulo de Medeiros afirmou que a expectativa é de que o Judiciário se posicione nas próximas horas.

Raphael foi preso na quarta-feira (15), em Goiânia (GO), durante a operação que cumpriu mandados em nove estados. De acordo com a investigação, ele atuaria como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato digital, recebendo valores de outros investigados. A Polícia Federal aponta ainda que o influenciador integra a estrutura que teria como principal beneficiário Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP.

Valores e versão da defesa

Segundo a investigação, Raphael teria recebido R$ 370 mil do artista por serviços de publicidade. Desse total, R$ 270 mil foram identificados em movimentações entre 2024 e 2025, enquanto R$ 100 mil teriam origem em uma transferência feita por uma pessoa desconhecida.

A defesa afirma que o influenciador não sabe a origem exata do valor e levanta a hipótese de que o pagamento tenha sido feito por um terceiro ligado ao contratante. “O Raphael suspeita que seja um terceiro que tenha pago algo em favor do MC Ryan”, declarou o advogado Frederico Moreira.

Ainda segundo o defensor, esse tipo de prática pode ocorrer no meio artístico. “O contratante fala que tem uma pessoa que está devendo a ele ou que também está participando do projeto artístico ou musical e que essa pessoa fará um ou outro pagamento para ajudar no custeio das despesas”, afirmou.

Segundo a corporação, o influenciador recebe três refeições diárias, mas não há confirmação se ele está se alimentando. | Foto: Redes Sociais

Papel na investigação

De acordo com decisão da 5ª Vara Federal de Santos, Raphael atuaria como “operador de mídia”, sendo responsável, em tese, pela divulgação de conteúdos favoráveis ao artista, promoção de plataformas de apostas e rifas e eventual mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações.

A operação também resultou na prisão de outros influenciadores, como Chrys Dias, além de produtores de conteúdo. O grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas digitais, empresas de fachada, contas de terceiros e criptoativos.

A investigação aponta que o esquema teria como principal beneficiário MC Ryan SP, com apoio de operadores financeiros, empresas de marketing e plataformas de pagamento.

Segundo a Polícia Federal, o caso é um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet e teve origem na análise de dados extraídos do iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado, que indicaram a existência de uma estrutura financeira paralela voltada à ocultação e reinserção de recursos no mercado formal.

Segundo a investigação, Raphael teria recebido R$ 370 mil do artista por serviços de publicidade. | Foto: Redes Sociais

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