Operação prende quatro suspeitos por roubos em prédio público de Salvador

Segunda fase da Operação Dead Hand investiga roubos em prédio público de Salvador e cumpre mandados contra associação criminosa

Por Ananda Costa.

Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (19) durante a segunda fase da Operação Dead Hand, deflagrada pela Polícia Civil, que apura roubos em prédio público de Salvador relacionados à subtração de veículos apreendidos e custodiados pelo Estado.

Operação contra roubos em prédio público de Salvador. Foto:  Lucas Cerqueira / ASCOM PCBA

A ação é coordenada pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic) e tem como alvo integrantes de uma associação criminosa suspeita de envolvimento em crimes como peculato, roubo de veículos, adulteração de sinais identificadores, além de posse e comércio ilegal de armas de fogo. Até o momento, foram cumpridos quatro mandados de prisão, com apreensão de armas e dinheiro em espécie.

Durante as diligências, as equipes localizaram ainda um depósito onde havia veículos com sinais de adulteração. O material encontrado segue em processo de verificação.

As investigações apontam que os crimes ocorreram de forma reiterada, com a retirada irregular de veículos apreendidos e armazenados em um prédio público da capital baiana. Mais de 150 policiais civis participam da operação, com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), cumprindo mandados judiciais em diferentes pontos de Salvador.

Segundo o diretor do Deic, Thomas Galdinho, as apurações indicam a atuação de uma associação criminosa estruturada, com possível envolvimento de servidores públicos. De acordo com ele, esses servidores teriam fornecido informações sobre veículos e chaves, além de facilitar a retirada dos bens do pátio para posterior comercialização ilegal, contando com o apoio de terceiros na adulteração e venda.

 Foto: Lucas Cerqueira / ASCOM PCBA

Operações em Salvador 

Foto: Redes sociais

Policiais militares da Rondesp BTS realizaram incursões, na manhã da última sexta-feira (16), na comunidade da Gamboa, que fica na região onde o capitão da Polícia Militar foi morto a tiros na noite de quinta-feira (15).

Guarnições buscam por comparsas de "Índio", criminoso responsável pela morte do capitão Salomão. Os suspeitos são integrantes da facção Comando Vermelho, que comanda a venda de drogas na localidade.

No final desta manhã (16), com a chegada dos militares na Gamboa, disparos de armas de fogo foram ouvidos na comunidade, mas não há informações, até o momento, sobre prisões e ou apreensões.

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