Presos criam “mandamentos” de facção e regras de convivência em presídio de Irecê
Documento com regras impostas por internos e cerca de 30 armas artesanais foram apreendidos durante revista no presídio de Irecê, no interior da Bahia
Por Da redação.
Um documento com regras de convivência impostas por presos, atribuído a uma facção criminosa, foi apreendido durante uma revista no Conjunto Penal de Irecê, no interior da Bahia. A ação também resultou na apreensão de cerca de 30 armas artesanais, evidenciando tentativas de organização paralela dentro da unidade prisional.

O material foi encontrado na Galeria C do presídio durante uma operação de inteligência e revista programada. Além das armas improvisadas - feitas com lâminas, madeira, escovas e plástico -, os agentes localizaram bilhetes manuscritos com ordens internas e normas de comportamento que deveriam ser seguidas pelos detentos.
Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), as anotações representam uma tentativa de imposição de regras próprias, incompatíveis com a gestão prisional e a legalidade.
Após a revista, os internos foram realocados de forma ordenada, e a rotina da unidade foi restabelecida sem registro de intercorrências. Todo o material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes para as providências legais.


Regras impostas pelos presos
O documento, escrito à mão, traz uma lista de “mandamentos” com normas internas. Entre elas:
- Proibição de roubo dentro do pavilhão;
- Lei do silêncio após determinado horário;
- Proibição de discutir dentro da cela;
- Restrições de conversa com monitores e equipe de saúde;
- Obrigatoriedade de faxina diária;
- Controle de circulação entre alas;
- Regras específicas para banho e rotina de refeições;
E até dias determinados para masturbação, sob ameaça de punição interna.
Trechos ilegíveis indicam que parte das regras não pôde ser completamente decifrada.
Enfrentamento ao crime organizado
A operação faz parte de ações permanentes para impedir que facções criminosas exerçam controle interno ou estabeleçam códigos próprios dentro das unidades prisionais do estado.
A Seap informou que reforça o compromisso com segurança, ordem institucional e combate à organização criminosa no sistema prisional baiano.
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