Mulher sofre assédio e agressão em Nazaré por suposto integrante da Bamor
Jovem esperava carro por aplicativo quando foi espancada junto com seu primo: Mulher sofre assédio e agressão em Nazaré por suposto integrante da Bamor
Por João Tramm.
A madrugada deste sábado (30), que seria de festa na Calourada de Odonto da Universidade Federal da Bahia (UFBA), terminou em violência. Mulher sofre assédio e agressão em Nazaré por suposto integrante da Bamor. A vítima é identificada como Agatha Carvalho, de apenas 21 anos, e seu primo, Gabriel dos Santos, de 22 anos, que acabou sendo hospitalizado após tentar defender a familiar.
Os dois foram agredidos após deixarem uma festa realizada no Desterro de Santa Clara, em Nazaré. A jovem prestou boletim de ocorrência e afirmou ter sido vítima de assédio momentos antes das agressões.

Mulher sofre assédio e agressão em Nazaré por suposto integrante da Bamor
De acordo com o boletim de ocorrência, os dois foram socorridos por equipes do Samu e encaminhados ao Hospital do Subúrbio por volta das 6h35. No registro policial, Agatha relata que ela e o primo foram atacados por três homens e que um deles passou a assediá-la e, diante da rejeição, partiu para a violência.
Este foi reconhecido pela vítima pelo apelido de 'Lacoster' e vestia uma camisa da torcida organizada, Bamor. A área onde ocorreu a agressão fica próxima à sede da Bamor, onde também acontecia uma festa na mesma noite.
Segundo relatou a mãe da jovem, Diane Fiuza, em entrevista ao Aratu On, a organização do evento não permitiu que os participantes permanecessem no estacionamento enquanto esperavam transporte, obrigando-os a aguardar na rua.
"Ela estava esperando o Uber quando esse homem a assediou. Ela recusou a investida dele e, depois disso, começou toda essa violência", relatou a mãe ao Aratu On.
A mãe da estudante descreveu o episódio como um retrato da insegurança enfrentada por mulheres em espaços públicos.
"É um terror. A pessoa sai para se divertir e uma mulher dizer não para um beijo vira motivo para ser espancada. Eu estava com um pressentimento ruim, cheguei a falar com ela. A gente sente. Infelizmente, sair em qualquer horário, não é só à noite, estamos suscetíveis, ainda mais as mulheres. É uma situação de você estar na rua sem saber se vai voltar", afirmou.
A família também cobra esclarecimentos sobre as circunstâncias da agressão e critica a falta de segurança na saída do evento.
"Era uma festa paga. A coordenação não deveria ter exposto as pessoas na rua. Precisava existir um espaço para os participantes chamarem o aplicativo sem ficarem vulneráveis. O Desterro de Santa Clara tem estacionamento", argumentou a mãe.
O estado de saúde de Gabriel preocupa os familiares. Segundo a mãe de Agatha, ele chegou a apresentar convulsões e vomitar sangue após as agressões.
"Quando o Samu levou Gabriel, ele estava sem movimentação das pupilas. Ele continua internado e estamos muito preocupados", disse. Já Agatha sofreu diversas lesões e segue com dores no maxilar, no tórax e em uma das pernas.
A mãe ainda questiona o que poderia ter acontecido se outras pessoas não estivessem próximas ao local. "Se não tivesse movimentação no entorno, o que teriam feito com ela? Estuprado?", questionou.
O caso foi comunicado ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom) e será investigado pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos suspeitos.
BAMOR
Neste ano, a Bamor já foi alvo de algumas investidas da polícia. Em abril, a Polícia Militar prendeu integrantes da torcida organizada do Bahia, com artefatos explosivos, no bairro de Nazaré, em Salvador. A ação ocorreu antes do confronto do tricolor baiano contra o Santos, na Arena Fonte Nova.
Logo depois, a Bamor se pronunciou, por meio de nota divulgada nas redes sociais, a torcida apontou que “atos de abuso de autoridade” estão sendo cometidos pela polícia contra seus membros.
Antes deste caso, outro caso gerou repercussão no noticiário. A expulsão de três integrantes da instituição por “desvio de recursos financeiros”.
De acordo com nota publicada nas redes sociais, os integrantes foram identificados como Diego Novaes, conhecido como “Dik”, Marcelino Neto, o “Netinho”, e Jarderson Santana, o “Jau”. Eles foram expulsos após a conclusão de um processo interno, no qual foram apurados indícios e, posteriormente, confirmada a participação dos citados em práticas incompatíveis com os princípios que regem a instituição.
Sobre a situação envolvendo a jovem nesta tarde, organizada foi procurada, mas ainda não se manifestou.
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