Irmão do rei Charles III, ex-príncipe Andrew é preso por caso Epstein
Caso seja condenado, ex-príncipe Andrew poderá enfrentar pena de prisão perpétua
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi preso nesta quinta-feira (19) em sua residência em Norfolk, no Reino Unido. Irmão do rei Charles III, Andrew é investigado por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas, em investigações que envolvem sua relação com o financista Jeffrey Epstein.
A detenção ocorre uma semana após a polícia britânica anunciar formalmente a abertura de investigação. De acordo com as autoridades, Andrew teria encaminhado relatórios confidenciais a Epstein durante o período em que atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

Segundo a BBC, caso seja condenado por má conduta no exercício de cargo público, Andrew poderá enfrentar pena de prisão perpétua.
O ex-príncipe também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes no caso Epstein. Ela afirmou ter sido vítima quando ainda era menor de idade. Andrew sempre negou as acusações. Giuffre morreu por suicídio na Austrália, em 25 de abril de 2025, aos 41 anos, segundo familiares.
Em outubro, Andrew foi destituído de seus títulos reais por decisão de Charles III, após novas revelações sobre sua amizade com Epstein. Ele também deixou sua residência oficial em Windsor.

Caso Epstein: Trump sabia de abusos sexuais e passou horas com vítima?
E-mails divulgados por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos indicam que o presidente Donald Trump tinha conhecimento dos abusos cometidos pelo financista Jeffrey Epstein.
Nas mensagens, Epstein afirma que Trump chegou a “passar horas” em sua casa com uma das vítimas de exploração sexual. As revelações reacendem as discussões sobre a relação entre os dois.
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Epstein, empresário conhecido por manter conexões com políticos, celebridades e grandes empresários, foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade e de chefiar uma rede internacional de exploração sexual.
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Preso em julho de 2019, ele foi encontrado morto cerca de um mês depois, dentro de sua cela, em Nova York. O caso ganhou repercussão mundial e levantou teorias sobre as circunstâncias de sua morte.
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Em um e-mail de abril de 2011, enviado a Ghislaine Maxwell, que mais tarde seria condenada por ajudar nos crimes de Epstein, o financista escreveu: “Quero que você perceba que o cachorro que não latiu é Trump”. Ele acrescentou que uma vítima “passou horas na minha casa com ele e nunca foi mencionada uma única vez”.
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Outro e-mail, de 2019, enviado ao escritor Michael Wolff, mostra Epstein dizendo que Trump “sabia sobre as meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse [o esquema]”.
Caso Epstein
O caso se tornou um novo foco de crise política para o governo Trump. Grupos, inclusive dentro de sua base de apoio, cobram a divulgação completa dos arquivos do caso Epstein.
Em fevereiro, o Departamento de Justiça publicou parte dos documentos, sem apresentar novas informações. Desde então, Trump tem minimizado o tema e chamado de “idiotas” os que continuam discutindo o assunto, embora ele próprio tenha contribuído para difundir teorias conspiratórias sobre o caso.
Segundo fontes do Departamento de Justiça, o presidente foi alertado em maio de que seu nome aparecia entre os citados nos documentos relacionados a Epstein.
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