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15/08/2021 09h21 | Atualizado em 15/08/2021 09h23

Entre maio e julho deste ano, 91% das vítimas de Covid-19 no Brasil não estavam vacinadas, diz estudo

A mesma pesquisa demonstrou que 84,9% das pessoas imunizadas que morreram no país tinham algum fator de risco para a Covid-19 e 87,6% tinham 70 anos ou mais. 

Entre maio e julho deste ano, 91% das vítimas de Covid-19 no Brasil não estavam vacinadas, diz estudo Foto: Myke Sena/MS
Da Redação

Entre os meses de maio e julho de 2021,  91,49% das pessoas que morreram em decorrência do novo coronavírus, não tinham tomado vacina ou não estavam totalmente vacinadas com as duas doses ou dose única, no caso do imunizante da Janssen. É o que diz um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A mesma pesquisa demonstrou que 84,9% das pessoas imunizadas que morreram no país tinham algum fator de risco para a Covid-19 e 87,6% tinham 70 anos ou mais. 

Segundo o Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a  incidência de agravamento de quadros em pessoas idosas, mesmo que vacinadas, tem uma explicação biológica. A imunossenescência é o processo de envelhecimento e desregulação da função imunológica no organismos de idosos, o que contribui para o aumento da suscetibilidade a infecções por vírus e bactérias, além do desenvolvimento de doenças como o câncer e a redução da resposta vacinal imunológica.

"Nos idosos a partir dos 60 anos, há o que a gente chama de imunossenescência. O nosso organismo, fisiologicamente, perde a capacidade, ante a exposição de um antígeno, seja a doença ou a vacina, de gerar resposta imunológica adequada", explica a médica Lorena de Castro Diniz, coordenadora do Asbai.  "Além da imunossenescência, é muito raro um idoso acima dos 60 anos não ter uma comorbidade, como cardiopatia ou diabetes. Então, com esses dois aspectos, aumentam as chances de evoluir gravemente frente ao vírus da covid", acrescenta.

Ainda assim, Lorena ressalta que a imunização de idosos é crucial para protegê-los, fazendo uma analogia com a guerra para explicar como as vacinas colaboram nessa estratégia: "Se a gente estiver numa guerra, com homens treinados, a chance de a gente ganhar é muito maior do que chamar pessoas da reserva que não foram treinadas para vencer o combate". 

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Fonte: Da redação, com informações da Agência Brasil