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31/01/2024 11h45 | Atualizado em 31/01/2024 11h47

Secretária Elisângela Araújo demonstra preocupação com violência no campo: ‘Momento bastante difícil’

Responsável pela pasta de Políticas para Mulheres do governo da Bahia, ela falou, também, sobre políticas ações o segmento, Carnaval e trajetória política

Secretária Elisângela Araújo demonstra preocupação com violência no campo: 'Momento bastante difícil' Foto: Lucas Pereira/Aratu On
Diorgenes Xavier

A secretária de Políticas para Mulheres, Elisângela Araújo, foi a entrevistada do Linha de Frente desta terça-feira (30/01). Natural de Valente, e cria de uma comunidade rural, ela conta que conviveu, desde muito nova, com problemas como a seca e a estiagem e que, por conta disto, desde sempre, ações voltadas para as coisas do campo pautaram a sua vida. “Eu iniciei muito cedo a minha participação na luta, na fé e na ação”.

O campo, palco principal deste setor, tem sido cenário de disputas, violência e mortes. Além do já conhecido conflito entre fazendeiros e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), indígenas e quilombolas têm sido atores atuantes deste cenário. O caso mais recente aconteceu na zona rural do município de Potiraguá, no sul da Bahia, quando Fátima Muniz de Andrade, da etnia pataxó, foi morta a tiros.

De acordo com o perito da Polícia Civil de Itapetinga, os disparos partiram de um revólver calibre 38, tendo sido feitos por um filho de fazendeiro, que não teve o nome divulgado. “O Brasil é o quinto país do mundo em concentração fundiária… aqui na Bahia, nós estamos vivendo um momento bastante difícil, porque a maior concentração das terras e das comunidades indígenas está no extremo-sul, no sudoeste, onde aconteceu essa tragédia”.

Mas nem só de notícias ruins é feito o setor. Elisângela é uma defensora da agricultura familiar que, de acordo com ela, tem cerca de 600 mil famílias atuando só no estado da Bahia. “É um setor reconhecido, capaz de produzir com diversidade e qualidade, mas que, também, passou a ter investimentos apenas recentemente. Para se ter uma ideia, a primeira política pública voltada para o setor tem, apenas, 30 anos”, explica.

A secretária falou, ainda, sobre Carnaval, trajetória política e políticas para as mulheres. Confira a entrevista completa:

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