Apesar de diversas campanhas contra a utilização de fogos de artifícios, pensando na saúde dos animais, a prática ainda é muito comum em comemorações, principalmente no período do São João. 

Muitos pets, principalmente cães, têm medo dos fogos e de outros barulhos, por conta da audição mais sensível, e podem sofrer consequências graves devido ao pânico, como convulsões. Por isso, separamos algumas dicas que podem te ajudar com seu pet.

COMO IDENTIFICAR O MEDO?

A reação do cão aos sons permite identificar se ele se incomoda ou lida bem com o barulho. Veja como:

– O primeiro sintoma entre os cachorros que têm medo é adotar uma postura mais alerta. Eles evitam fazer coisas que o deixem “vulnerável”, como comer, beber água, dormir, ou mesmo fazer suas necessidades com tanta frequência quanto costuma;

– Cães mais ansiosos podem se esconder ou ficar pedindo colo, pulando e chorando;

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– Posturas curvadas, com as orelhas abaixadas, pupilas dilatadas, rabo abaixado ou entre as patas traseiras são sinais de que o cãozinho está assustado, com medo ou estressado;

– Ficar “lambendo o focinho” e mostrando os dentes também representam desconforto;

– Os sintomas mais extremos são salivação excessiva, batimento cardíaco acelerado, respiração ofegante e tentar fugir. Alguns cães podem também ficar agressivos.

COMO AJUDAR O CÃOZINHO?

Algumas atitudes podem ajudar a deixá-lo mais confortável, como:

– Fechar portas e janelas de vidro perto da hora da virada e coloque uma música em alto volume. Isso ajuda a protegê-lo dos sons e evita que ele fique mais assustado ou nervoso;

– Caso os fogos comecem e você perceba que ele ainda está atento ao barulho, faça festa ao ouvir os sons, como se fosse uma comemoração, para que ele associe o momento a coisas positivas;

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– Enquanto isso, ofereça petiscos ou brinquedos que ele adora, com animação e sorrindo. É um ótimo jeito de fazê-lo perceber que está seguro, já que cães entendem muito bem nossas expressões faciais;

– Não pegue o cãozinho no colo, mesmo que ele peça. Isso é entendido por ele como sinal de insegurança e o nervosismo dele vai continuar ou até piorar;

– Evite posições curvadas. Esse também é visto pelo pet como um sinal de insegurança;

– Lembre-se de mostrar a ele que você está no controle da situação e assegurar que está protegido.

É importante tomar esses cuidados porque o medo e estresse podem gerar trauma, e a situação pode se agravar com o tempo. Se for esse o caso do seu pet, procure um profissional para dar início ao tratamento. A superação de um trauma é quase sempre demorada e envolve recaídas, tentativas, erros e acertos. Por vezes, é necessário o acompanhamento de um adestrador, que pode identificar métodos mais eficientes para cada cãozinho a lidar da melhor forma com esse medo. Enquanto o bichinho não estiver livre desse medo, é importante evitar que ele passe por outras situações típicas.

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