Julgamento de PMs acusados de esquartejar jovem em Salvador é adiado
O julgamento dos sete policiais militares acusados de matar e esquartejar Geovane Mascarenhas de Santana foi adiado
Por Bruna Castelo Branco.
O julgamento dos sete policiais militares acusados de matar e esquartejar o jovem Geovane Mascarenhas de Santana foi adiado pela Justiça. A sessão, que teria início às 8h desta segunda-feira (27), no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi remarcada para o dia 17 de junho, com previsão de duração de três dias.
A decisão foi tomada após a defesa solicitar acesso a informações que não constavam nos autos digitais do processo, uma vez que parte da tramitação ocorreu em meio físico. O pedido foi aceito para garantir o direito à plenitude de defesa e evitar eventual nulidade do julgamento.

Antes do adiamento, havia expectativa de que o júri popular fosse mantido, mesmo após tentativas anteriores da defesa para suspender a sessão. Na sexta-feira (24), advogados de quatro dos sete réus já haviam pedido o adiamento, mas a solicitação foi negada pelo Tribunal de Justiça da Bahia.
No dia 14, a defesa também havia protocolado um pedido de desaforamento, com o objetivo de transferir o julgamento para outra comarca, sob alegação de possível comprometimento da imparcialidade dos jurados e riscos à segurança dos envolvidos. O pedido foi rejeitado no dia seguinte pela desembargadora relatora.
Mesmo após as negativas, os advogados insistiram na suspensão diretamente à juíza responsável pelo caso, que inicialmente manteve o entendimento do tribunal por não identificar fatos novos. Desta vez, no entanto, o argumento relacionado ao acesso a documentos foi considerado válido, resultando no adiamento.

Os sete policiais respondem por homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também são acusados de roubo qualificado e, com exceção de um dos réus, de ocultação de cadáver.
O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Geovane, então com 22 anos, foi sequestrado e morto dentro de uma unidade da Polícia Militar no bairro do Lobato, na capital baiana. O caso teve grande repercussão pela brutalidade, já que o corpo da vítima foi esquartejado após o assassinato.
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