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17/04/2024 18h42 | Atualizado em 17/04/2024 18h42

PF deflagra operação contra mineração ilegal de ouro na região de SantaLuz, na Bahia

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Santaluz e Tucano, na Bahia, além de São Paulo

PF deflagra operação contra mineração ilegal de ouro na região de SantaLuz, na Bahia Foto: Divulgação/PF
Da Redação

Comerciantes no município de Santaluz, na Bahia, são alvos da Operação Serra Dourada, da Polícia Federal (PF), contra a mineração ilegal, deflagrada na manhã desta quarta-feira (17/4). Cerca de 30 policiais federais estão cumprindo oito mandados de busca e apreensão no referido município, além de Tucano (BA) e São Paulo, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Bahia.

A ação é um desdobramento da Operação Garça Dourada, deflagrada em 6 de junho de 2023, quando se identificou que os investigados, há anos, praticavam a extração ilegal de ouro na região. Segundo informações da PF, o crime de extração ilegal evoluiu para a construção de laboratórios, onde recebem e refinam “rejeitos” de moagens executadas por garimpeiros ilegais, com processo químico industrial. O ouro é extraído do “rejeito” por meio do procedimento da lixiviação, com a utilização de grande quantidade de cianeto de sódio.

Nesse procedimento, os envolvidos utilizam, de forma ilícita, cianeto de potássio ou cianeto de sódio, consideradas- substâncias altamente tóxicas e cuja compra e uso são controlados pelo Ministério do Exército. Elas podem causar grande impacto para a saúde humana e para o meio ambiente local.

Ainda conforme a PF, na atual fase da investigação foram identificados comerciantes que adquirem o ouro extraído ilegalmente na região para revenda em outros estados da Federação, em forma de barra ou já transformados em joias.

Os investigados irão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, associação criminosa, posse de artefatos explosivos, extração ilegal de recursos minerais, uso/armazenamento ilícito de substância tóxica, perigosa e nociva e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 29 anos de reclusão.

Não foram divulgados, no entanto, quantas pessoas estão envolvidas.

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