Cratera na BR-324: veja o que será feito na rodovia após pista ceder
DNIT identificou a causa da Cratera e anunciou novas medidas para solucionar o problema
Por Victor Hernandes.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) anunciou novas medidas para tentar solucionar a cratera no km 604 da BR-324, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. O problema surgiu no início de julho, após a pista ceder por causa de uma infiltração no aterro da rodovia.

O trecho voltou a apresentar problemas no último dia 24 de julho, quando parte da pista precisou ser interditada. Após a realização de sondagens, estudos, inspeções e testes, o órgão identificou a origem dos abatimentos e definiu as medidas que deverão ser adotadas no local.
Em entrevista ao Aratu On, o superintendente regional do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara, explicou que a intervenção terá como principais etapas a construção de um novo bueiro, o fechamento da estrutura antiga e a aplicação de concreto para estabilizar o solo.
DNIT vai construir novo bueiro na BR-324
Segundo Roberto Alcântara, o novo sistema de drenagem será construído para direcionar o fluxo de água e impedir que novas infiltrações provoquem a perda de material sob a rodovia.
“Teremos que fazer os serviços e construir um novo bueiro. Fechar e tampar o bueiro antigo para que a terra não venha mais ceder. Quando houve o recalque da obra, aquela terra foi para dentro do bueiro. Foi a principal conclusão que nós chegamos”, explicou.
A estrutura antiga será fechada e inutilizada. Depois, deverá receber preenchimento com argamassa para impedir que o material localizado sob a pista continue sendo levado pela água.
“A infiltração estava indo para o bueiro sim. Então precisamos fechar o bueiro e inutilizar ele para que a terra não desça mais”, afirmou.
Por que a cratera apareceu na BR-324?
De acordo com o superintendente do DNIT, as análises realizadas no trecho apontaram que a infiltração ocorreu dentro do aterro da rodovia. Segundo ele, a água teria origem em tubulações clandestinas e canaletas existentes na região. O fluxo entrou no aterro e acabou levando parte do material para dentro do sistema de drenagem.
“Essa água foi para o interior do aterro e acabou carreando esse material para o bueiro”, explicou.
O processo provocou a perda de sustentação do solo e, posteriormente, o afundamento da plataforma da rodovia.
Concreto será aplicado para evitar novo afundamento
Após a construção do novo bueiro e o fechamento da estrutura antiga, o DNIT pretende realizar injeções de calda de cimento na região da rodovia.
A medida tem como objetivo preencher possíveis vazios existentes no solo e aumentar a estabilidade da área, reduzindo o risco de novos abatimentos da pista.
“Feito isso, vamos injetar caldas de cimento lá em cima na rodovia para preencher possíveis vazios que tenham ali e estabilizar o solo. Os técnicos entendem que essa medida será suficiente para resolver o problema”, disse Alcântara.
DNIT ainda vai contratar empresa para realizar obra
O superintendente explicou que o órgão ainda seguirá para o processo de contratação da empresa que ficará responsável pela execução dos serviços.
“A gente segue agora para um processo de contratação de empresa para poder fazer esse serviço de construção do bueiro novo, fechar o bueiro antigo e fazer essas injeções de concreto”, afirmou.
Segundo o DNIT, a construção do novo bueiro deverá ser realizada sem necessidade de intervenções na pista, com o objetivo de evitar novos prejuízos ao tráfego.
Cratera na BR-324 voltou a causar interdição
A nova intervenção ocorre depois que o trecho da BR-324 apresentou problemas no último dia 9 de julho. O trecho havia sido liberado após finalização das obras. A cratera voltou a ceder poucas horas após o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) concluir os reparos no trecho próximo à entrada de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.
A faixa no sentido Feira de Santana precisou ser interditada provocando um longo congestionamento na rodovia.
A equipe do Aratu On esteve no local e constatou que o afundamento da pista é perceptível exatamente no ponto onde o DNIT realizou os serviços nos últimos dois dias. A cratera ficou ainda mais profunda e já é possível observar rachaduras nos dois sentidos da BR-324.

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