Proibição das bets ganha manifestação durante jogos do Brasileirão
Entidades do setor vão exibir mensagens contra a proibição das bets durante as partidas do Brasileirão
Por Dinaldo dos Santos.
As bets legalizadas farão uma manifestação conjunta durante dois jogos do Brasileirão nesta sexta-feira (2) e sábado (3) contra a Medida Provisória 1.394/2026, que, segundo as entidades do setor, proíbe o mercado de apostas legalizado no país. As mensagens serão exibidas nas placas de publicidade ao redor do campo nas partidas entre São Paulo e Santos e Atlético-MG e Bragantino.

A ação é promovida por empresas associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Entre as frases que serão exibidas estão “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”.
Proibição das bets gera manifestação de entidades
A manifestação faz referência ao manifesto divulgado pelas entidades em 25 de setembro, após a edição da medida provisória. O documento sustenta que a proibição não eliminaria as apostas, mas poderia levar apostadores para plataformas clandestinas, sem fiscalização ou mecanismos de proteção.
Segundo dados citados pelas entidades, 6.401 novos sites de apostas ilegais foram identificados entre 22 e 28 de setembro, além de 811 links para essas plataformas. Antes da medida, o mercado ilegal representava 41% do volume apostado no país, de acordo com os dados apresentados no manifesto.
As entidades também citam estimativa da consultoria LCA de que até R$ 73 bilhões em arrecadação poderiam ficar em risco entre 2027 e 2030 caso toda a demanda migrasse para operadores ilegais.
Impacto no futebol
ANJL e IBJR afirmam que a MP também afeta clubes de futebol, compromissos comerciais já firmados, negociações de patrocínio e o planejamento de investimentos para as próximas temporadas.
“As empresas, clubes e demais agentes da cadeia esportiva precisam de segurança jurídica para planejar seus investimentos de longo prazo”, afirmou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
O presidente do IBJR, Carlos Lima, também defendeu previsibilidade para um mercado estruturado a partir de autorizações concedidas pelo próprio Estado.
As entidades afirmam ainda que são favoráveis a medidas para combater o jogo problemático e o endividamento das famílias, como limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas para publicidade e ações de prevenção relacionadas à saúde mental. Segundo elas, essas exigências precisam alcançar também as plataformas clandestinas.
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