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21/11/2023 19h38 | Atualizado em 22/11/2023 08h27

Após atrito com Irmandade, Padre Edson confirma Lavagem do Bonfim 2024: ‘Fazer de tudo para que aconteça’

No último domingo (19), foi empossada a nova mesa diretora da Irmandade para o período 2023/2025

Após atrito com Irmandade, Padre Edson confirma Lavagem do Bonfim 2024: 'Fazer de tudo para que aconteça' Foto: reprodução/Fábio Marconi
Lucas Pereira

O reitor da Basílica do Bonfim, padre Edson Menezes, confirmou, nesta terça-feira (21/11), a realização da Lavagem do Bonfim em 2024. Definida como “um dos eventos mais importantes da cidade”, o religioso falou ao Aratu On que, devido à disputa contra a mesa diretora da Irmandade Devoção do Senhor do Bonfim, temeu pela celebração.

“Corria um risco muito grande se a situação não fosse resolvida, graças a Deus foi. Então, já tomou posse uma nova diretoria, ou seja, uma nova mesa administrativa. Temos um novo juiz que vai trabalhar em comunhão conosco e nós vamos dar continuidade aquilo que já estávamos pensando e programando para que a festa possa acontecer”, declarou.

No último domingo (19), foi empossada a nova mesa diretora da Irmandade para o período 2023/2025, nos seguintes setores: Mesa Administrativa do Conselho Econômico e Fiscal, Corpo de Dignitários, Comissão de Sindicância, Conselho da Ordem do Mérito, Diretoria do Centro Comunitário do Senhor do Bonfim e Chefe do Cerimonial.

Ainda na ocasião, foi empossado o novo juiz da Devoção, Fernando Moreira, eleito com 72% dos votos dos membros da instituição no último dia 28 de outubro.

RELEMBRE O ATRITO

Em maio deste ano, a Irmandade do Senhor do Bonfim lançou um edital para convocar uma reunião emergencial com o objetivo de tratar de mudanças nos poderes instituídos ao reitor do templo. Para alguns voluntários, o padre estaria sendo vítima de perseguição por parte de alguns membros da Irmandade.

No edital, a irmandade proibia que o padre Edson Menezes realizasse coletas de doações dos fiéis e fechou as lojas que vendiam acessórios e objetos religiosos de devoção ao Senhor do Bonfim, criadas e comandadas pelo sacerdote. Além disso, limitava ações administrativas, sociais e religiosas do padre.

“Quero esclarecer que não é um problema da Irmandade como um todo. São algumas pessoas, precisamente, 14 ou 15 pessoas que realmente não vivem o dia a dia da Igreja do Bonfim. São pessoas que, na verdade, não me conhecem, não sabem do trabalho que nós realizamos”, desabafou o Padre ao Aratu On.

Padre Edson informou que o, agora, antigo juiz da Devoção, Jorge Contreiras, assinou as exigência que, inclusive, solicitavam que o religioso se registrasse como “empregado”, recebendo uma contribuição de quatro salários mínimos, bem como extinguindo as arrecadações realizadas por ações do padre ou da igreja, que não passassem pela gerência da Irmandade.

O sacerdote, que também não concordou com a decisão, atribuiu a questão ao que chamou de “inveja, preconceito e disputa de poder”. “Mas, eu não estou aqui para disputar poder com ninguém. Eu tenho poder do ministério sacerdotal que me foi dado pela Igreja e eu estou aqui para cumprir uma missão”, disse à reportagem da TV Aratu. Padre Edson Menezes está à frente da Basílica do Senhor do Bonfim há 16 anos.

Ele acredita que “interesses particulares” motivaram a ação contra ele, em uma espécie de ação contrária ao trabalho feito à frente da Igreja do Bonfim. “Eu entendo que é também uma reação contrária a todo trabalho que eu venho fazendo e que certamente essas pessoas não concordam. Porque são preconceituosas, intolerantes e não compreendem essa missão e particularidade da Igreja do Bonfim, essa abertura que nós fomos oferecendo com o passar do tempo.”

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