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09/03/2022 11h10 | Atualizado em 09/03/2022 11h50

Caso de amor de empresária com estelionatária que já teve vida contada pode estar por trás de morte de empresário na Bahia

Shirley e Leandro Silva Troesch foram presos após participarem do sequestro de uma pesquisadora da Universidade Federal da Bahia em 2001.

Caso de amor de empresária com estelionatária que já teve vida contada pode estar por trás de morte de empresário na Bahia Foto: Shirley e Maqueila - arquivo pessoal
Jean Mendes

A Polícia Civil quer saber qual é a relação entre uma das maiores estelionatárias da Bahia, Maqueila Santos Bastos, e a empresária Shirley Silva Figueiredo, condenada por sequestro em 2001, que teve o marido morto no final de fevereiro. A informação que evidencia as apurações foi dada ao Grupo Aratu pelo titular da Delegacia Territorial de Jaguaripe (DT), Rafael Magalhães, que investiga a morte do empresário e pediu a prisão da esposa por descumprimento de uma medida judicial. 

A polícia já sabe que Maqueila e Shirley se conheceram após ficarem presas no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. A primeira estava na prisão após mais um de seus golpes ser descoberto e foi convidada, após a saída, a morar na pousada de luxo que a empresária tinha com seu marido, Leandro Silva Troesch.

No dia 25 de fevereiro, o rapaz foi encontrado morto com pelo menos um tiro e a polícia não descarta a hipótese de assassinato. Mas, afinal, Maqueila e Shirley tinham uma relação amorosa? Qual foi o motivo para a possível execução de Leandro? São perguntas que o delegado ainda precisa responder. 

Um assassinato, porém, levantou ainda mais as suspeitas da Polícia Civil: a de um homem conhecido como "Bily", funcionário da pousada de luxo e considerado "braço direito" de Troesch. Dias após ser ouvido pela Polícia Civil para detalhar as circunstâncias da morte do patrão, ele foi encontrado sem vida em um distrito de Jaguaripe. 

O advogado de Leandro, Silas Coelho, relatou que recebeu uma ligação do cliente horas antes de ele ser encontrado morto. 

CASO VOLTOU À TONA 

Shirley e Leandro foram presos após participarem do sequestro de uma pesquisadora da Universidade Federal da Bahia em 2001 e a história voltou aos holofotes da Justiça baiana justamente após a morte do rapaz.

FOTO NOTICIA 1No episódio contra a pesquisadora, o líder do bando era Joel Costa Duarte. Ele, que tem condenações por sequestro e roubo, fugiu do Complexo Penitenciário da Mata Escura no último sábado (5/3). Flávio Manoel de Jesus Santos, que responde por recepção e estupro, e Amilton Silva da Conceição, condenado por roubo, também escaparam.

No mesmo dia, o Tribunal de Justiça da Bahia, por meio do juiz Almir Pereira de Jesus, determinou que Shirley da Silva deveria voltar a ser detida. Ela estava em prisão domiciliar, mas descumpriu a medida. Agora, ela pode ser presa a qualquer momento, após pedido formulado pelo titular da Delegacia Territorial de Jaguaripe, Rafael Magalhães. 

No vídeo abaixo, o delegado fala sobre a relação de Maqueila com Sheila e detalhe a fuga de Joel. Assista:

QUEM É MAQUEILA? 

No elo dessas histórias está Maqueila Santos Bastos. Natural do município de Pojuca, na Região Metropolitana de Salvador, ela já foi tema de reportagem aqui do Aratu On por conta da grande quantidade de golpes. Há pouco mais de um ano, em 2021, a estelionatária foi presa pela 6ª Delegacia Territorial (DT/Brotas), em Salvador

À época, o Aratu On mostrou o que estava na "moda" criminal de Maqueila. Ali, ela se apropriava de veículos utilizados por pessoas que tentam conseguir o pão de cada dia trabalhando por aplicativo. Depois, esses carros eram repassados por um valor abaixo do mercado. Desesperada, uma das vítimas procurou a reportagem. 

Muito "famosa" – de um jeito ruim – pelos crimes em Pojuca, Maqueila já circulou pelo meio político. Trabalhou no gabinete da então deputada estadual Maria Luiza Laudano, que também já exerceu o cargo de prefeita entre os anos de 1977 e 1983. Foi exonerada no Diário Oficial da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). 

Maqueila Santos Bastos também pode ter outros nomes. Durante as investigações, a reportagem do Aratu On entrevistou vítimas, policiais e advogados. Descobriu, também, pelo menos um nome falso e um apelido que a pojucana utiliza no momento em que se apresenta para suas possíveis vítimas: Yasmin e "Kika".

A última ocorrência que se tem notícia da estelionatária foi registrada em agosto de 2021. A vítima disse que recebeu o contato de uma conhecida sua que estaria vendendo um trator pelo valor de R$ 110 mil. Para entregar o equipamento, porém, a mulher pediu 50% do valor, que foi depositado. A retroescavadeira jamais foi entregue. 

Após o depósito, o comprador descobriu que sua conhecida também era vítima de uma golpista – que ela identificou como Maqueila Santos Bastos – que utilizava seu número para aplicar os crimes. 

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Fonte: Jean Mendes