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23/05/2023 18h51 | Atualizado em 24/05/2023 10h04

Cuidados com águas-vivas devem ser redobrados no período de chuvas; veja dicas

O alerta foi emitido pela Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar), que chama a atenção dos banhistas sobre a observação dos locais com bandeiras roxas

Cuidados com águas-vivas devem ser redobrados no período de chuvas; veja dicas Foto: ilustrativa/Pexels
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Flávia Alexandre

Atenção, banhistas. No período das chuvas, é necessário redobrar a atenção quando a programação for praia. Além do mar mais agitado, com mais riscos de afogamento, é preciso redobrar a atenção com a alta no número de aparecimento de caravelas e águas-vivas, que causam queimaduras quando em contato com a pele humana.

O alerta foi emitido pela Coordenadoria de Salvamento Marítimo de Salvador (Salvamar), que chama a atenção dos banhistas sobre a observação dos locais com bandeiras roxas. A sinalização indica a presença de animais marinhos.

“Como as caravelas vivem afastadas da costa, nem sempre podemos observar. Mas quando ocorrem alterações na intensidade/direção dos ventos ou correntes marítimas, elas são trazidas para as praias. E é nesse momento que percebemos a presença, pois em contato com a nossa pele, liberam substâncias tóxicas e causam queimaduras”, explica o coordenador de Planejamento da Salvamar, Kailani Dantas.

Dicas da Salvamar para o caso de queimaduras:

– Nunca lave o local com água doce, utilize água do mar;
– Retire com cuidado todos os tentáculos presentes ainda na pele;
– A aplicação de vinagre ajuda a inativar as toxinas;
– Coloque compressas frias no local;
– Procure ajuda médica caso possua sintomas mais graves.

Por que as águas-vivas causam ‘queimaduras’? 

Na realidade, ao encostar em uma água-viva, a sensação de queimação não é proveniente de um queimadura, de fato. Isso porque, para ser ‘queimado’, é necessário ter contato com alguma superfície quente, o que não acontece com o corpo desses seres marinhos.

Segundo o portal Terra, a água-viva é um termo genérico para se referir a qualquer animal do filo dos cnidários (organismos que vivem em ambientes aquáticos) e que possuem um corpo gelatinoso, que lembram o formato de um sino ou campânula, e que tenha capacidade de nadar.

Essa espécie possuí células com estruturas microscópicas chamadas cnidas, e funcionam como uma lança de pesca.

“Quando entramos em contato com o animal, essas estruturas são estimuladas e os ‘arpões’ são disparados contra a nossa pele”, explica o Professor doutor André C. Morandini, do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociencias (IB), da Universidade de São Paulo.

De acordo com ele, a ação das toxinas é bastante variada no corpo humano, mas a sensação que temos é interpretada pelo nosso cérebro como algo parecido com uma queimadura.

Em um acidente com águas-vivas, caravelas e algumas anêmonas e corais o principal sintoma é o de dor intensa. “Essa sensação e as próprias marcas cutâneas são causadas pela ação do veneno, que tem propriedades neurotóxicas e necrosantes da pele, que causam as bolhas e feridas”, disse o médico dermatologista Vidal Haddad, que é professor da Faculdade de Medicina na Unesp de Botucatu.

Vale ressaltar que as características, bem como o tamanho das lesões, se caracterizam de acordo com tamanho da vítima, o que também define a gravidade das lesões. “Nas crianças os acidentes são mais graves por sua área corporal menor”, afirmou.

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