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07/10/2021 13h38 | Atualizado em 07/10/2021 15h44

Baixaria em vídeos! Médico humilha colegas após ser informado que esposa não seria vacinada na Fonte Nova; “você estudou algo na vida?”

Depois da situação, relatou ainda a profissional, todos os envolvidos foram levados para a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris).

Baixaria em vídeos! Médico humilha colegas após ser informado que esposa não seria vacinada na Fonte Nova; Foto: leitor/Aratu On
Da Redação

Um médico, identificado pelo prenome de Ricardo, provocou uma confusão na fila de vacinação contra a Covid-19 instalada na Arena Fonte Nova, em Salvador. O caso, segundo profissionais da saúde que trabalham no local, aconteceu na quarta-feira (6/10). 

O posto funciona no esquema drive thru. Sem se identificar por medo, a enfermeira que fez o primeiro atendimento, ainda dentro do veículo, disse que a situação começou porque o médico queria que sua esposa fosse vacinada com a terceira dose do imunizante, mesmo ela não estando apta, por já ter tomado as duas primeiras em outro município. 

"Pedi a identificação profissional [dela] e cartão de vacina. A esposa me deu o Coren [carteira do Conselho de Enfermagem]. Orientei ela ligar para o 156 pois tomou [a vacina] em outro município. Quando pedi o documento [do motorista], ele jogou o Cremeb [carteira do Conselho de Medicina] no meu rosto. Ele poderia tomar". 

Ainda de acordo com a servidora, o rapaz agiu com ignorância e desrespeito. "Orientei ele a descer do veículo para pegar o documento. Ele se recusou, dizendo que era médico. Ele desceu, pegou o documento e me disse que a esposa iria se vacinar. Ele se recusou a tirar o carro da fila. Quando pedi, ele saiu em alta velocidade", lembrou. 

Um vídeo gravado por um condutor que estava atrás do carro do casal mostra a confusão. Depois de retirar o automóvel da fila, Ricardo ainda brigou com um agente da Superintendência de Trânsito (Transalvador) e com o coordenador do posto de imunização. ""Ele disse que os funcionários [do coordenador] eram filhos da p***", sustenta. 

No momento da briga, uma viatura da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barbalho) chegou no local. "Ele [médico] não queria atender o que os policiais pediam. Ele se recusou a entrar na viatura, dizendo que era médico. Ele disse que estava dando trabalho aos policiais. Ele relatou que polícia é para prender bandido, não médico", afirmou a enfermeira no programa Cidade Aratu, nesta quinta-feira (7/10).

Depois da situação, relatou ainda a profissional, todos os envolvidos foram levados para a 1ª Delegacia Territorial (DT/Barris). Na porta da unidade, mais briga: um vídeo flagra Ricardo discutindo com todos os envolvidos. "Você estudou alguma coisa na sua vida?", questiona o médico a um técnico de enfermagem que proibiu o acesso do motorista às dependências da Arena Fonte Nova. 

A profissional envolvida na situação ainda denunciou que o delegado plantonista se recusou a formalizar denúncia, mesmo com Ricardo estando em "visível estado em embriaguez". 

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Fonte: Da redação