Siga o Aratu ON no GoogleE veja as notícias do Brasil e da Bahia com destaque nas suas buscas.
Adicionar

Professora denuncia alunos por criarem vídeos pornôs falsos com IA na Bahia

Segundo relato da vítima, o material foi produzido por adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos

Por Taís Rocha.

Uma professora de 47 anos, docente de uma escolar particular na cidade de Feira de Santana, na Bahia, denunciou à Polícia Civil o uso indevido de sua imagem em vídeos íntimos falsos de conteúdo sexual criados com inteligência artificial (IA) e divulgados em uma plataforma pornográfica, ato conhecido como deepfake sexual.

Segundo relato da vítima, o material foi produzido por adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos da escola onde ela trabalha. As montagens teriam sido feitas a partir de fotos das redes sociais.

Segundo relato da vítima, o material foi produzido por adolescentes de 15 e 17 anos, possivelmente alunos ou ex-alunos. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Ao Aratu On, a Polícia Civil informou que a professora tomou conhecimento da situação no dia 20 de julho, depois de ser avisada por estudantes enquanto estava no local de trabalho. Após assistir aos vídeos, a professora registrou um boletim de ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), utilizando as capturas de tela e links das postagens. Além disso, ela também procurou a Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), unidade responsável pela apuração do caso.

Investigações seguem

Em nota, a Polícia Civil informou que estão sendo realizadas coletas de depoimentos para esclarecimento do ocorrido.

Em nota, a Polícia Civil informou que estão sendo realizadas coletas de depoimentos para esclarecimento do ocorrido. | Foto: SSP-BA

Entenda como identificar se um vídeo é feito por IA ou não

Nos últimos meses, os geradores de vídeo criados por inteligência artificial (IA) evoluíram numa velocidade impressionante. A tecnologia, antes limitada a imagens estáticas ou vídeos claramente artificiais, agora produz conteúdos tão convincentes que abala nossa confiança nas câmeras e, consequentemente, na própria noção de “prova visual”. Mas, afinal, como identificar se um vídeo foi feito por IA ou não?

De acordo com o professor Hany Farid, especialista em Ciências da Computação na Universidade da Califórnia em Berkeley e fundador da empresa GetReal Security, dedicada à detecção de deepfakes, já estamos entrando em uma era em que será cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é fabricado digitalmente.

“É um dos primeiros pontos que procuramos”, explica Farid, à BBC, referindo-se à análise de qualidade da imagem como indício de manipulação.

O primeiro sinal de alerta: baixa qualidade de vídeo de IA

Por enquanto, ainda há pistas que podem ajudar o público a identificar conteúdos falsos. Uma das principais é a qualidade da imagem. Vídeos gerados por IA costumam apresentar resolução baixa, borrões, granulação ou movimentos ligeiramente artificiais, especialmente em áreas de sombra, cabelo e mãos.

Se você assistir a um vídeo com esses sinais especialmente se ele parecer sensacionalista ou inacreditável é bom ligar o seu “desconfiômetro”. Há grandes chances de se tratar de uma criação artificial.

Mas o truque vai durar pouco

A má notícia é que esse tipo de conselho tem prazo de validade. As ferramentas de IA estão melhorando rapidamente e, em breve, até vídeos em altíssima resolução poderão ser completamente falsos.

Ninguém sabe ao certo quando isso vai acontecer — pode ser questão de meses, talvez alguns anos —, mas o rumo é inevitável: a linha entre o real e o fabricado está se apagando.

Até que novas soluções de verificação surjam, o público precisará reaprender a duvidar. Questionar a origem de cada vídeo, checar a fonte, desconfiar de conteúdos que confirmam emoções fortes e evitar o compartilhamento automático se tornará parte essencial da alfabetização digital.

No fim das contas, talvez o verdadeiro desafio do futuro não seja criar vídeos perfeitos com IA, mas reconstruir a confiança no que vemos.

Leia mais: Controlador de pneus e caminhoneiro: veja vagas de emprego do SineBahia

Siga a gente no InstaFacebookBluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).

Comentários

Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Aratu On.

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.