Deepfake sexual: alerta de atriz expõe riscos do uso indevido da IA; entenda
Atriz é vítima de deepfake e alerta riscos do uso indevido da IA: "vídeos meus falando coisas que eu nunca disse"
Por Rosana Bomfim.
A atriz Paolla Oliveira voltou a chamar a atenção para os riscos do uso indevido da inteligência artificial (IA) ao denunciar a circulação de imagens e vídeos falsos de teor sexual criados com sua imagem, sem autorização. O relato foi feito durante o programa Fantástico, da TV Globo, exibido na noite deste domingo (2).

Segundo a artista, conteúdos manipulados conhecidos como deepfakes têm sido usados para criar imagens íntimas e vídeos que jamais foram produzidos por ela.
"Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu", afirmou.
Paolla destacou que o avanço das ferramentas de inteligência artificial tornou esse tipo de fraude mais fácil de produzir e contribuiu para a rápida disseminação de conteúdos falsos nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.
Os famosos não são as única vitimas. Na Bahia, uma jovem de 18 anos, foi vítima de um crime cibernético, após ter fotos íntimas criadas por Inteligência Artificial (IA) vazadas nas redes sociais.
O que são deepfakes?
As deepfakes são conteúdos gerados ou manipulados por inteligência artificial que utilizam a imagem, a voz ou outras características de uma pessoa para criar vídeos, fotos ou áudios falsos com aparência realista.
No caso das deepfakes sexuais, a tecnologia é utilizada para inserir o rosto ou a voz de uma vítima em conteúdos de teor sexual sem o seu consentimento, fazendo parecer que ela participou de cenas que nunca aconteceram.
O termo "deepfake" combina as expressões em inglês deep learning (aprendizagem profunda) e fake (falso), referindo-se a técnicas de inteligência artificial capazes de sintetizar imagens, vídeos e sons com alto grau de realismo.

Paolla Oliveira não é caso isolado
Diversas personalidades brasileiras já tiveram suas imagens utilizadas de forma indevida por meio da inteligência artificial. Entre elas estão Neymar, Eliana, Ana Maria Braga, Ivete Sangalo, Mano Brown, Jade Picon, além de políticos brasileiros.
No cenário internacional, em 2025, a cantora Taylor Swift foi vítima de deepfakes quando teve nudes criadas por Inteligência Artificial vazadas na internet. Nudes falsos da cantora foram criados, através do modo "picante" da Grok, inteligência artificial desenvolvida por Elon Musk.
O alerta feito por Paolla também não é recente. No fim de junho, a atriz já havia informado seus seguidores sobre a circulação de imagens e vídeos falsos produzidos com sua identidade.
Na ocasião, ela citou um levantamento do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que identificou 198 anúncios fraudulentos utilizando sua imagem em pouco mais de três meses.
De acordo com a pesquisa, a maior parte dessas publicações direcionava usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens, onde eram comercializados deepfakes pornográficos envolvendo a atriz.
"Tem um movimento muito gigante que a gente nem se aproxima dele. A gente tem que ter medo, sim. Mas quem sou eu diante dessa tecnologia toda? Essa corrida desleal não vai parar, mas a gente não pode ser engolida", concluiu Paolla Oliveira.
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