'Não sou a favor da criminalização de quem fuma seu baseadozinho', diz Mansur
Segundo Ronaldo Mansur, a atuação do governo deve estar concentrada no combate às organizações responsáveis pela produção dos entorpecentes
Com a aproximação das eleições de 2026, o debate sobre a política de drogas movimenta o cenário político entre partidos de esquerda e oposição. No último dia de sabatinas da TV Aratu, nesta quarta-feira (5), Ronaldo Mansur (Psol) respondeu sobre a posição do partido em relação à maconha e defendeu uma mudança na forma como o Estado enfrenta o tráfico de drogas.

O candidato afirmou que o Psol não defende a criminalização dos usuários e defendeu uma mudança na estratégia de enfrentamento ao tráfico.
Segundo Mansur, a atuação do Estado deve estar concentrada no combate às organizações responsáveis pela produção e distribuição dos entorpecentes, além de ações voltadas à prevenção e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura nas comunidades. “Não sou a favor da criminalização de quem fuma o seu baseadozinho”, afirmou o candidato.
Combate às drogas
Mansur garantiu que a política de combate às drogas deve começar pelo enfrentamento das estruturas que produzem e comercializam os entorpecentes, e não pela punição dos usuários.
“O Psol defende uma política de combate às drogas que comece pelos bairros nobres, porque não adianta colocar o serviço que o governo da Bahia é incompetente e não faz, porque não coloca política de saúde, educação e infraestrutura que sirva a comunidade”, declarou.
O candidato afirmou ainda que o combate às drogas precisa atingir a origem da cadeia de produção. “Nós defendemos uma política de combate às drogas que vá na raiz de quem produz a maconha, a cocaína e o crack, não é na favela e não é na comunidade, que é onde a polícia e o governo não chegam”, disse.
Mansur criticou a criminalização dos usuários e afirmou que a estratégia atual não resolve o problema do tráfico. “Não adianta pegar o maconheirozinho ou a maconheirazinha que está cheirando ou fumando e deixar aqueles que produzem soltos”, afirmou.
Confira declaração completa do candidato:
Eleições na Aratu: Mansur nega discurso anti-PM
Mansur negou que o PSOL tenha uma postura contrária aos policiais e classificou essa ideia como uma “narrativa” sem fundamento. Segundo o candidato, o partido defende uma política de segurança pública que garanta direitos tanto aos agentes de segurança quanto à população.
“É um mito dizer que o PSOL é contra a Polícia Militar. O PSOL tem atuado na nossa militância, seja na Bahia ou no Brasil inteiro, em uma política de segurança que garanta direitos tanto para os policiais militares, civis e da polícia científica”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato defendeu a valorização das categorias da segurança pública e afirmou que pretende reestruturar a carreira dos policiais caso seja eleito. Entre as propostas apresentadas estão a ampliação de concursos públicos, a recuperação do plano de carreira, melhorias salariais e a criação de políticas habitacionais voltadas aos profissionais da área.

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