Produtos brasileiros podem escapar de tarifa dos EUA; saiba quais
Produtos brasileiros podem escapar de tarifa dos EUA de até 25%; medida está prevista para começar a partir de 15 de julho
O governo dos Estados Unidos anunciou uma proposta para aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil, conforme documento divulgado na noite de segunda-feira (1º). A medida, no entanto, prevê exceções para itens considerados estratégicos, como café e carne bovina, além de isentar alimentos que não podem ser cultivados em larga escala no território americano.

A iniciativa se baseia em uma investigação de julho de 2025 do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que classificou certas políticas brasileiras como "irrazoáveis" e prejudiciais ao comércio americano.
Como resposta, o relatório final do órgão recomendou barreiras comerciais, levando o representante dos EUA a propor uma tarifa de 25% sobre todas as importações vindas do Brasil.
Apesar da abrangência da medida, o documento prevê exceções para produtos cuja taxação poderia provocar “disrupções” na economia norte-americana, além daqueles que não podem ser cultivados, produzidos em quantidade suficiente nos Estados Unidos ou obtidos de outros fornecedores.
Produtos brasileiros podem escapar de tarifa dos EUA
A audiência pública para discutir a proposta está marcada para 6 de julho, enquanto a eventual aplicação da medida corretiva está prevista para 15 de julho. Caso seja implementada, alguns produtos brasileiros devem ser excluídos da sobretaxa, entre eles:
- Carne bovina;
- Café;
- Frutas;
- Nozes;
- Especiarias;
- Petróleo;
- Minérios metálicos;
- Peças de aeronaves.
O documento também cita uma série de fatores que embasaram a recomendação da tarifa, incluindo o favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, políticas relacionadas ao etanol e questões ambientais, como o desmatamento.
Estados Unidos retira ‘tarifaço’ de 40% em alguns produtos do Brasil

Segundo as recomendações recebidas por Trump, "certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional de 40% imposta pelo Decreto Executivo 14.323, porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil", especifica a publicação oficial.
A Casa Branca divulgou, em um anexo, a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. "Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323", diz o texto, ao acrescentar que, no entendimento de Trump, "essas modificações são necessárias e apropriadas para lidar com a emergência nacional declarada no Decreto Executivo 14.323".
O “tarifaço” dos Estados Unidos aos produtos brasileiros entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida afetou 35,9% das mercadorias destinadas ao mercado estadunidense, o equivalente a cerca de 4% do total exportado pelo Brasil.
Entre os produtos brasileiros atingidos pelo tarifaço estão café, frutas e carnes. Por outro lado, aproximadamente 700 itens ficaram de fora da nova taxa, incluindo suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes, aeronaves civis (e seus componentes), celulose, metais preciosos e produtos energéticos.
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado no fim de outubro, em Kuala Lumpur, marcou o início de uma nova fase nas relações entre os dois países. Durante 45 minutos de conversa, os líderes trataram do fim das tarifas impostas a produtos brasileiros e da suspensão da Lei Magnitsky, que prevê sanções a autoridades do Brasil.
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