Mulher morre após ser baleada por ex-prefeito durante assinatura de divórcio
Ex-prefeito não aceitava o fim do relacionamento
Uma mulher de 41 anos morreu na tarde desta quinta-feira (4) após ser baleada pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito de Ourilândia do Norte, Romildo Veloso e Silva, durante a assinatura do divórcio do casal em um escritório no município, no sudeste do Pará. A vítima, Ilcicléia Alves Veloso, estava internada desde quarta-feira (3), quando o crime ocorreu.

De acordo com informações da polícia, Ilcicléia e Romildo haviam ido ao escritório para formalizar o divórcio e concluir a partilha de bens. O casal estava separado há cerca de três meses, e, segundo relatos, o vereador não aceitava o fim do relacionamento.
Ex-prefeito armou plano
Testemunhas informaram que, antes dos disparos, Romildo pediu ao advogado que os deixasse sozinhos para uma conversa particular. Pouco depois, o profissional ouviu tiros e acionou as autoridades.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Ilcicléia sentada em uma cadeira, com um ferimento provocado na parte posterior da cabeça, ainda com sinais vitais. Romildo foi encontrado morto no banheiro do imóvel, também com um ferimento na cabeça. Um revólver estava ao lado do corpo.
A vítima recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Ourilândia do Norte. Posteriormente, foi transferida para o Hospital Regional 279, onde permaneceu internada. A morte foi confirmada pela unidade de saúde nesta quinta-feira, após agravamento do quadro clínico.
A Polícia Civil informou que o caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio.
Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.

De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
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