Criador de conteúdo e mentor: Saiba quem é psicoterapeuta alvo de operação do MP-BA
O professor e mentor é apontado por crimes de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra pacientes mulheres
Por Victor Souza.
Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), deflagrada nesta terça-feira (26), teve como alvo um psicoterapeuta clínico, por crimes sexuais e estelionato, em Salvador. Segundo informações reveladas ao Aratu ON, o profissional foi identificado como Jordan Campos.

De acordo com informações enviadas ao site, o órgão cumpriu mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do investigado nos bairros da Pituba e Caminho das Árvores, áreas de luxo da capital baiana. O professor e mentor é apontado por crimes de violação sexual mediante fraude e assédio sexual contra pacientes mulheres durante atendimento psicoterapêutico, segundo investigações do MP-BA.
Conforme a entidade, o homem, com mais de 400 mil seguidores, ainda praticava a ação criminosa contra alunas de cursos de formação.
A investigação
Segundo as investigações, o investigado atuava de forma sistemática e reiterada, valendo-se da posição de autoridade profissional, do conhecimento técnico, de informações íntimas das pacientes e da sua notoriedade no mercado. A apuração identificou quatro vítimas, três delas vítimas de crimes contra a dignidade sexual e uma de crime patrimonial.
Todas as mulheres confirmaram a mesma versão de atuação e disseram conhecer outras mulheres que, por medo ou vergonha, ainda não noticiaram os fatos às autoridades.
O psicoterapeuta atua no mercado há mais de 10 anos com atividades na cidade de Salvador e em diversas capitais do país com diversos pacientes em atendimento psicoterapêutico regular, além de ministrar cursos, workshops e formações na área.
Desde pelo menos 2020, ele estaria deliberadamente identificando mulheres em situação de vulnerabilidade psicológica, com histórico de trauma, baixa autoestima e dependência emocional, para, gradualmente, desvirtuar a relação terapêutica ou pedagógica e obter vantagens sexuais e/ou patrimoniais mediante fraude qualificada.
Na ação desta terça, a Justiça determinou o bloqueio de bens em mais de R$ 960 mil, a quebra dos sigilos informático e telemático e a suspensão imediata do exercício de atividades profissionais de natureza psicoterapêutica, consultas clínicas, cursos, palestras, mentorias e eventos similares, de forma autônoma ou por meio de pessoas jurídicas.
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