Audiência sobre desaparecimento de Davi Fiúza termina sem definição
A nova audiência de instrução sobre o desaparecimento do jovem Davi Fiúza terminou sem definição
Por Bruna Castelo Branco.
A nova audiência de instrução sobre o desaparecimento do jovem Davi Fiúza terminou sem definição nesta segunda-feira (25), no Fórum Criminal Desembargador Carlos Souto, no bairro de Sussuarana, em Salvador.
Durante entrevista coletiva concedida após a audiência, a mãe do jovem, Rute Fiúza, afirmou que continua lutando por Justiça e defendeu que o caso seja levado a júri popular.

'Espero que não seja arquivado', diz mãe
“Meu clamor é por júri popular [...] Até agora nós não sabemos o que é que o juiz vai fazer, se ele manda a júri popular, se ele arquiva. Pode ser também, né? Então tudo é uma possibilidade, quando se trata da justiça desse país, tudo pode acontecer”, declarou.
Rute também afirmou esperar que o processo não seja encerrado sem julgamento.
“Eu só espero que não seja arquivado, porque tem provas robustas de todo o fato. Não é invenção da cabeça de ninguém”, completou.

Relembre o caso
Davi Fiúza desapareceu aos 16 anos, em 24 de outubro de 2014, durante uma abordagem policial realizada por equipes do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) e da Rondesp, no bairro de São Cristóvão, em Salvador.
Segundo relatos, o adolescente conversava com uma vizinha na Rua São Jorge de Baixo quando foi abordado, teve mãos e pés amarrados e foi colocado no porta-malas de um veículo sem identificação oficial.

Desde então, não há informações sobre o paradeiro do jovem.
Ao longo dos anos, a mãe de Davi afirma ter procurado o filho em delegacias, no Instituto Médico Legal (IML) e até em locais conhecidos como “desova”, mas nunca encontrou pistas sobre o desaparecimento.
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