Bruno Reis teme greve dos rodoviários de Salvador e faz 'apelo' à categoria
Bruno Reis citou intensas negociações com as empresas de ônibus para evitar que uma greve dos rodoviários de Salvador aconteça
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (13) que seguem intensas as negociações entre empresários do transporte coletivo e os rodoviários de Salvador para evitar que a categoria entre em estado de greve. A declaração foi feita durante a apresentação do projeto da nova Arena Barradão, no Palácio Thomé de Souza.

Segundo o prefeito, uma reunião realizada na última segunda-feira (11) ajudou a destravar o impasse entre os trabalhadores e as empresas de transporte público, evitando a paralisação prevista para terça-feira (12). “Nos reunimos aqui na segunda-feira, tanto que a paralisação da terça não ocorreu”, declarou Bruno Reis.
Durante o pronunciamento, o prefeito fez um apelo aos rodoviários para que evitem paralisações, greves e fechamento de garagens, a fim de não comprometer a rotina da população que depende do transporte público diariamente.
“Eu fiz um apelo aos rodoviários para que entendessem a dificuldade que as empresas enfrentam atualmente”, afirmou.
Bruno Reis também destacou que vem mantendo diálogo com os empresários do setor em busca de melhorias para o sistema de transporte da capital, reforçando a atuação da prefeitura como mediadora nas negociações entre as duas partes.
Rodoviários de Salvador vão discutir estado de greve nesta quinta-feira
Em meio a um impasse sobre a possibilidade de greve, os Rodoviários de Salvador vão realizar na próxima quinta-feira (14), uma Assembleia Geral Extraordinária, para discutir a possibilidade de paralisação. O ato vai ocorrer na sede do grupo, no bairro de Brotas, na capital baiana.
A assembleia vai ocorrer em dois turnos, o primeiro às 09h30 e o segundo às 15h30. Em contato com o Aratu On, uma das lideranças do sindicato, Fábio Primo revelou que a categoria deve discutir o "estado de greve", rito jurídico preparatório no processo de reivindicação. A intenção não é entrar em greve, mas sim usar isso como último recurso.

O interlocutor está explicando a situação de negociação com a prefeitura e os empresários. Haverá uma reunião da CBLAC na quinta-feira para discutir o "estado de greve", que é um rito jurídico preparatório. A intenção não é entrar em greve, mas sim usar isso como último recurso. A decisão final sobre a greve será da categoria em assembleia, caso as negociações não avancem. Uma reunião com os empresários está marcada para sexta-feira. A prioridade é manter o diálogo e evitar a paralisação.
“A assembleia serve para que a gente peça autorização à categoria para escolher o melhor dia de fazer a greve e decretar o estado de greve.
“O que é o estado de greve? Para todos que vão ler, entendam. Um exemplo, se a gente definir que a greve começa na quinta-feira, dia 21, eu marco a assembleia permanente um dia antes e a categoria fica em assembleia permanente. Caso apareça qualquer proposta que levamos para os trabalhadores e a categoria decide se vai para a greve mesmo ou aceita a proposta”, disse Primo.
O representante dos rodoviários confirmou ainda a reunião com os empresários para a próxima sexta-feira com o objetivo de debater a Campanha Salarial 2026. Segundo ele, a prioridade é manter o diálogo e evitar a paralisação.
Solicitações da categoria
Entre as principais reivindicaçõess, os trabalhadores cobram reajuste salarial e aumento do ticket alimentação em 5% acima da inflação. A categoria também defende a implantação de uma jornada de seis horas diárias, além do fim de cargas horárias consideradas excessivas, especialmente aos finais de semana.
Os rodoviários ainda reivindicam a correção imediata das escalas de trabalho e melhores condições para os profissionais que atuam no sistema de transporte coletivo. Segundo a categoria, as mudanças são necessárias para garantir condições mais adequadas de trabalho e equilíbrio na rotina dos trabalhadores.
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Aumento diferenciado no ticket alimentação;
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Revisão das cartas horárias e o fim das jornadas excessivas, especialmente aos finais de semana.
De acordo com os representantes dos trabalhadores, a gestão municipal mostrou abertura para avaliar demandas técnicas que afetam o cotidiano da operação. O prefeito estabeleceu três frentes de análise imediata. Entre eles, está a reavaliação das cartas horárias pela Secretaria de Mobilidade (Semob), com o objetivo de melhorar a organização das escalas de trabalho.
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