Cidade baiana registra 11,5°C e marca menor temperatura do Nordeste
Cidade baiana supera Vitória da Conquista e Luís Eduardo Magalhães em ranking de frio
Mesmo conhecida pelo clima quente, a Bahia registrou a menor temperatura do Nordeste durante este inverno. O município de Correntina, no oeste do estado, marcou 11,5°C na quarta-feira (8), segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Além de liderar o ranking baiano, Correntina também teve a temperatura mais baixa entre todos os estados da região Nordeste. Outras cinco cidades baianas também apareceram entre as menores temperaturas do estado.
- Vitória da Conquista: 13,5°C.
- Luís Eduardo Magalhães: 13,8°C
- Irecê: 14,8°C;
- Barreiras: 14,9°C;
- Lençóis: 14,9°C.
Apesar do destaque regional, os registros na Bahia ficaram bem acima das menores temperaturas do país. O ranking nacional foi liderado por General Carneiro (PR) e Parque Eldorado (RS), que registraram -2,7°C. Na sequência aparecem São José dos Ausentes (RS), com -1,4°C; Vacaria (RS), com -1,2°C; e Caxias do Sul – Criúva (RS), com -0,9°C.
Existe inverno em Salvador? O que muda no clima da capital baiana com a chegada da estação
Quando o calendário marca o início do inverno no Hemisfério Sul, o Brasil se divide: enquanto o Sul e o Sudeste registram geadas e temperaturas de um dígito, quem está em Salvador costuma se fazer a mesma pergunta todos os anos: afinal, existe inverno na capital baiana?

Para quem vem de climas mais frios, a resposta imediata é um sonoro "não". Mas para o soteropolitano, a mudança de estação é real, perceptível e altera consideravelmente a rotina da cidade.
Se você está planejando viajar para a Bahia no meio do ano ou quer entender como funciona a dinâmica climática da maior capital do Nordeste, explicamos abaixo o que muda de verdade com a chegada do "inverno" em Salvador.
El Niño na Bahia
O inverno começou oficialmente no dia 21 de junho, e deve ser marcado por temperaturas acima da média histórica e intensificação da estiagem em parte da Bahia. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a influência do fenômeno El Niño será um dos principais fatores responsáveis pelas condições climáticas da estação, sobretudo na segunda metade do período.
Enquanto o litoral baiano e Salvador devem manter a característica de uma das épocas mais chuvosas do ano, o interior, principalmente o semiárido, tende a enfrentar um cenário de seca mais rigorosa. Ao Aratu On, Gabriel Pugliese, coordenador do Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme (Cemadec) da Defesa Civil de Salvador (Codesal), informou que, para julho, a expectativa é de chuvas abaixo do normal na capital baiana, e ressaltou que a cidade ainda não está sofrendo influência do El Niño.
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