Suspeito de matar professor na Bahia é preso em Goiás
Crime ocorreu em Santa Maria da Vitória, na Bahia
Por Da redação.
Um homem investigado pela porte de um professor em Santa Maria da Vitória, no interior da Bahia, foi preso na quinta-feira (11), em Goiás. Segundo a Polícia Civil baiana, ele é apontado como líder de um grupo criminoso, e foi capturado ocorreu no município de Águas Lindas de Goiás, durante uma operação conjunta com forças de segurança goianas.
De acordo com a 26ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santa Maria da Vitória), o investigado tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal do município e era considerado de alta periculosidade. As apurações indicam que ele integra uma organização criminosa com atuação no Oeste baiano.

Morte do professor ocorreu no interior da Bahia
O suspeito foi identificado como o autor dos disparos que mataram o professor Diego Queiroz, na madrugada de 5 de junho de 2023, no Centro de Santa Maria da Vitória. O ataque ocorreu em via pública e foi caracterizado como emboscada. Uma segunda pessoa também foi baleada, mas sobreviveu à tentativa de homicídio.
Segundo a Polícia Civil, o crime teve como motivação disputas e dívidas relacionadas ao tráfico de drogas. O suspeito ocupava posição de comando dentro do grupo criminoso e teria articulado a ação que resultou na morte do professor.
A prisão foi realizada após um trabalho conjunto de inteligência entre as forças policiais da Bahia e de Goiás. O homem foi localizado no setor Guaíra, em Águas Lindas, e detido enquanto conduzia um veículo. Ele está à disposição da Justiça.
Professora morta em Salinas da Margarida, Bahia
Em 22 de novembro, outra docente foi assassinada na Bahia. A professora Nerica Franca da Conceição, de 52 anos, foi encontrada dentro da residência onde morava, no centro do município de Salinas da Margarida.

De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado como feminicídio, já que o principal suspeito do crime é o companheiro de Nerica, com quem tinha um relacionamento há 28 anos. Na mesma ocorrência, esse homem foi localizado ferido e socorrido pelo Samu para uma unidade hospitalar, mas o estado de saúde dele não foi divulgado.
Quer ser avisado primeiro sobre casos como este? Clique AQUI e entre no canal de segurança do Aratu ON no WhatsApp para receber notícias em tempo real.
A 24ª Delegacia Territorial de Vera Cruz conduz as investigações para esclarecer a motivação do crime.
Feminicídios na Bahia em 2025
Mais de 20 casos de feminicídio foram registrados na Bahia em 2025, segundo levantamento da TV Aratu em abril deste ano. Os dados evidenciam um cenário alarmante de violência contra a mulher no estado, marcado por crimes brutais e reincidência de agressores, mesmo após medidas judiciais.
Em entrevista ao programa Aratu Agora, a advogada Fabiane Almeida criticou a falha no sistema de proteção às vítimas. “Infelizmente a sociedade falhou, o Estado falhou, as ONGs falharam. O botão do pânico deve ser disponibilizado a todas as mulheres vítimas de violência doméstica, no qual o homem está sendo agressor e monitorado por tornozeleira eletrônica”, afirmou.
Casos semelhantes também foram registrados ao longo do mês. Ilana Ferreira do Nascimento, de 20 anos, foi encontrada morta com golpes de faca. Segundo informações, o sogro ainda tentou socorrê-la, mas ela já estava sem vida quando o Samu chegou. O principal suspeito, identificado como Lucas, está foragido.
Casos de feminicídio e estupro de mulheres atingem recorde em 2024
O Brasil registrou, em 2024, o maior número de feminicídios e estupros de mulheres dos últimos cinco anos, segundo dados do Mapa da Segurança Pública de 2025, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
De acordo com o levantamento, o país contabilizou 1.459 feminicídios no ano passado — média de quatro mulheres mortas por dia. Trata-se do maior número da série histórica iniciada em 2020. A definição oficial do crime é o assassinato de mulheres “em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar, ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino”. O total representa um aumento de 7% em relação a 2020.
A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de feminicídios do país, com 1,87 casos por 100 mil mulheres, acima da média nacional (1,34). O Sudeste teve a menor taxa, com 1,16. Entre os estados, Mato Grosso (2,47) e Mato Grosso do Sul (2,39) lideram os índices. Já Amapá (0,50) e Sergipe (0,84) registraram os menores.
Paralelamente, os homicídios dolosos — quando há intenção de matar — caíram 6,33% em relação a 2023, passando de 37.754 para 35.365 vítimas. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, também recuaram: de 972 casos em 2023 para 956 em 2024, uma queda de 1,65%.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).