Operação mira esquema de venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia
A ação ocorre na cidade de Feira de Santana, em Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS)
Por Victor Souza.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Prize para desarticular um esquema criminoso relacionado à comercialização irregular de canetas emagrecedoras, nesta quarta-feira (10). A ação ocorre na cidade de Feira de Santana, em Lauro de Freitas e Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

A PC cumpriu seis mandados de busca e apreensão nas três cidades. A identidade dos suspeitos que foram alvo da ação ainda não foi divulgada pela polícia. De acordo com as investigações, o grupo comercializava de forma ilegal os medicamentos adulterados e de origem desconhecida. Além disso, as apurações indicaram que a organização criminosa ainda era responsável por lavagem de dinheiro através de rifas digitais.
Foram apreendidas seringas com material fracionado e pronto para a comercialização, ampolas contendo substâncias utilizadas na manipulação dos medicamentos supostamente adulterados, canetas emagrecedoras e aparelhos celulares.
Segunda operação contra roubo de canetas emagrecedoras
Essa é a segunda operação contra o roubo de canetas emagrecedoras na Bahia, no período de uma semana. No último dia 3, a PC promoveu a Operação Dose Final, que resultou na prisão de 17 investigados e no bloqueio de R$ 12,5 milhões em bens e valores ligados a uma organização criminosa.
Dos 17 presos, 16 foram capturados em Salvador e um na capital paulista. Além das prisões, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão em bairros da capital baiana, no estado de São Paulo e no município de Mesquita, no Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após uma série de roubos registrados contra redes farmacêuticas de Salvador. Os criminosos tinham como alvo medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, amplamente utilizados em tratamentos para diabetes e emagrecimento.
Em 2025, por exemplo, a Polícia Civil registrou cerca de 279 roubos a farmácias na Bahia, segundo apuração da equipe da TV Aratu.
Ao longo da apuração, os investigadores identificaram que os assaltos faziam parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com atuação concentrada principalmente na região do Nordeste de Amaralina, que bateu recorde histórico com 30 mortes em 2026.. Além dos roubos, o grupo é investigado por tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios relacionados a disputas territoriais, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As ordens judiciais foram cumpridas nos bairros de Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, em Salvador. Também houve ações simultâneas na cidade de São Paulo e em Mesquita, no Rio de Janeiro.

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