Operação Dose Final prende mais um alvo e alcança 18 investigados detidos

Operação Dose Final prende investigados por receptação e comercialização de medicamentos roubados

Por Laraelen Oliveira.

A Polícia Civil da Bahia cumpriu, nesta quarta-feira (3), mais um mandado de prisão preventiva durante a Operação Dose Final, ampliando para 18 o número de investigados presos na ação. A operação tem como alvo uma organização criminosa suspeita de envolvimento em roubos a farmácias, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Medicamentos como Mounjaro, Ozempic e Wegovy podem custar milhares de reais por unidade, tornando-se alvo frequente de quadrilhas/Foto: Reprodução 

Suspeito preso em Operação Dose Final é investigado por distribuição de medicamentos roubados

O preso é Cleyton de Jesus Silva Pinheiro, de 33 anos, identificado pelas investigações como integrante do núcleo responsável pela receptação e pelo escoamento de medicamentos obtidos por meio de ações criminosas. De acordo com a Polícia Civil, ele exercia um papel estratégico na organização, atuando tanto como comprador quanto como fornecedor dos produtos roubados.

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As apurações apontam que o suspeito contribuía diretamente para a comercialização e distribuição dos medicamentos no mercado ilegal, fortalecendo a rede de atuação do grupo criminoso.

Operação Dose Final mobilizou equipes da Polícia Civil da Bahia em Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro para desarticular uma organização criminosa /Foto: Ascom-PCBA

Deflagrada na manhã desta quarta-feira, a Operação Dose Final resultou no cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e 41 mandados de busca e apreensão. Além das medidas judiciais, foi autorizado o bloqueio de bens e valores que totalizam R$ 12,5 milhões, com o objetivo de enfraquecer a estrutura financeira da organização.

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Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração das atividades ilícitas atribuídas ao grupo.

Operação Dose Final prende investigados em diferentes pontos 

A Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Dose Final, que resultou anteriormente na prisão de 17 suspeitos e no bloqueio judicial de R$ 12,5 milhões em bens e valores ligados a uma organização criminosa investigada por roubos a farmácias, tráfico de drogas, tráfico de armas, homicídios e lavagem de dinheiro.

Dos 17 investigados presos, 16 foram capturados em Salvador e um na cidade de São Paulo. Além das prisões, foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão em bairros da capital baiana, no município de Mesquita, no Rio de Janeiro, e na capital paulista.

Durante operações, a análise de celulares apreendidos costuma ser uma das principais ferramentas para identificar outros integrantes e rastrear movimentações financeiras/Foto: GCM

As investigações tiveram início após uma série de assaltos contra redes farmacêuticas em Salvador. Segundo a Polícia Civil, o grupo tinha como alvo medicamentos de alto valor comercial, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, utilizados principalmente em tratamentos para diabetes e emagrecimento.

De acordo com levantamento da TV Aratu, somente em 2025 foram registrados cerca de 279 roubos a farmácias na Bahia. Durante as apurações, os investigadores identificaram que os crimes faziam parte de uma estrutura criminosa mais ampla, com forte atuação na região do Nordeste de Amaralina.

Operação Dose Final faz referência ao foco da investigação, que identificou o roubo e a comercialização ilegal de medicamentos de alto valor no mercado clandestino/Foto: Ascom PC

Além dos roubos, a organização é suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e armas, homicídios relacionados a disputas territoriais, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As ações ocorreram nos bairros de Valéria, Narandiba, Nordeste de Amaralina, Pirajá, Engenho Velho da Federação e Garcia, em Salvador, além de endereços localizados em São Paulo e Mesquita (RJ).

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Segundo a Polícia Civil, o bloqueio dos R$ 12,5 milhões foi autorizado pelo Poder Judiciário após representação da corporação e tem como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo criminoso, reduzindo sua capacidade de atuação.

Entre os presos está um homem apontado como responsável por uma central clandestina de desbloqueio de celulares roubados e furtados. No local, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos utilizados na atividade ilegal e dez aparelhos celulares.

A prisão preventiva é uma medida cautelar decretada pela Justiça quando há indícios de que o investigado possa interferir nas investigações, fugir ou continuar praticando crimes/Foto: Ascom-PC 

Outro investigado é suspeito de atuar na distribuição e comercialização de drogas em áreas dominadas pela organização. Também foi preso um homem apontado como receptador dos medicamentos roubados, responsável por adquirir e revender os produtos de forma clandestina.

Um quarto suspeito detido é investigado por divulgar conteúdos relacionados às atividades do grupo criminoso, incluindo informações sobre o tráfico de drogas, tabelas de preços de entorpecentes e locais de comercialização.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, equipamentos eletrônicos e documentos que serão submetidos à perícia. O material poderá contribuir para a identificação de outros integrantes da organização e para o avanço das investigações.

A Polícia Civil informou a identidade de sete dos 17 presos durante a Operação Dose Final:

  • Jonatas de Almeida Silva;

  • Lucas Vinicius Lopes Monte da Silva;

  • Norma de Jesus Almeida;

  • Wesley Kaique Soares Ventena;

  • Luis Claudio da Gama Silva;

  • Fabricio Barbosa Pereira.

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