Mulher sobrevive após ser jogada de penhasco e ex é preso em MG

A mulher foi jogada do penhasco e a queda ocorreu em um trecho de cerca de 50 metros: os primeiros 10 metros em área mais íngreme e os outros 40 em plano inclinado

Por Dinaldo dos Santos.

Uma mulher de 41 anos foi resgatada com vida, nesta terça-feira (26), após sobreviver a uma queda de aproximadamente 50 metros na Serra do Rola-Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, ela teria sido empurrada de um penhasco pelo ex-companheiro e estava desaparecida desde segunda-feira (25).

Segundo publicou o Uol, investigações apontam que Ana Claudia Rodrigues da Silva foi sequestrada pelo suspeito, que teria informado a familiares a intenção de jogá-la do local. Após denúncias, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram uma operação conjunta de buscas.

Mulher jogada de penhasco é resgatada com vida. Foto: Reprodução | TV Globo

As buscas duraram dois dias. No primeiro, foram utilizados drones e sensores térmicos para tentar localizar a vítima. Já nesta terça, Ana Claudia foi encontrada por uma aeronave da Polícia Militar.

Ao todo, de acordo com a publicação, sete viaturas terrestres e apoio aéreo participaram da operação. Conforme os bombeiros, a mulher estava consciente, orientada e sem sinais aparentes de fraturas, apresentando apenas escoriações.

Foto: Reprodução | CBMG

Ainda segundo a corporação, a queda ocorreu em um trecho de cerca de 50 metros — os primeiros 10 metros em área mais íngreme e os outros 40 em plano inclinado. O ponto do resgate ficou aproximadamente 40 metros abaixo do mirante, já que a vítima conseguiu subir cerca de 10 metros por conta própria.

Após o resgate, o ex-companheiro, contra quem Ana Claudia possuía medida protetiva, confessou o crime. Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, foi localizado e preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas Gerais.

Casos de Feminicídios

O Brasil registrou 399 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, representando a média de uma mulher assassinada por motivação de gênero a cada 5 horas. Este é o trimestre mais letal da série histórica do SINESP (iniciada em 2015), com um aumento expressivo em relação aos anos anteriores.

Feminicídio na Bahia

A Rede de Observatórios da Segurança divulgou, no início de março, a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.

De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.

Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.

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