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Mulher é presa por racismo religioso após ataque a terreiro em Salvador

A prisão é resultado das investigações sobre o ataque a um terreiro localizado no bairro de Cajazeiras XI, em caso de racismo religioso

Por Da redação.

Uma mulher de 45 anos foi presa na manhã desta segunda-feira (6), no bairro da Pituba, em Salvador, durante uma investigação por racismo religioso e dano qualificado. Segundo a Polícia Civil, além do mandado de prisão preventiva, os policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão.

Ataque investigado

A prisão é resultado das investigações sobre o ataque a um terreiro localizado no bairro de Cajazeiras XI, ocorrido no dia 20 de janeiro de 2026. Na ocasião, a fachada e o portão de entrada do espaço religioso foram pichados com inscrições de cunho discriminatório e ofensivo.

De acordo com a Polícia Civil, a identificação da suspeita foi possível após a análise de imagens de videomonitoramento e da coleta de provas, que embasaram o pedido das medidas judiciais.

Mulher Presa Racismo Religioso

Durante o cumprimento do mandado de busca, foram apreendidos dois aparelhos celulares, agendas e um notebook. Os materiais passarão por análise e devem contribuir para o aprofundamento das investigações.

Investigação

A suspeita foi submetida aos exames legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), vinculada ao Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV). As investigações continuam para o completo esclarecimento dos fatos.

POLICIA CIVIL

Relembre o caso de racismo religioso

Um terreiro de candomblé localizado no bairro de Cajazeiras XI, em Salvador, denunciou um caso de racismos e intolerância religiosa após ter o muro de entrada pichado no último sábado (17). O caso é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com o terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, as paredes do espaço sagrado foram pichadas com as palavras “Assassinos” e “Jesus”. Em nota, a instituição classificou o ato como racismo religioso e afirmou que a ação representa um ataque à liberdade de crença e ao direito constitucional ao livre exercício religioso.

“Trata-se de um crime motivado por ódio religioso, que reforça estigmas, incita a violência simbólica e perpetua o racismo estrutural historicamente imposto aos nossos povos”, informou. 

A comunidade religiosa cobrou a identificação e punição dos responsáveis, além de medidas para garantir a segurança do local.

“Nossa fé resiste. Nosso sagrado não será silenciado. Buscaremos por justiça!”, finalizou. 

Outros casos de pichação em Salvador

Em maio do ano passado, a Casa de Oxumarê, um dos terreiros mais antigos e significativos do candomblé na Bahia, foi alvo de vandalismo na Avenida Vasco da Gama, em Salvador

Um membro da Torcida Organizada Bamor (TOB) foi flagrado pichando o muro do terreiro com a sigla da torcida, horas antes do clássico entre Bahia e Vitória, que terminou com vitória do Tricolor na Arena Fonte Nova.

Em vídeo que circula nas redes sociais, o suspeito aparece pichando o muro do terreiro com a sigla TOB. Nas redes sociais, a Casa de Oxumarê pediu por respeito e ética.

A Casa de Oxumarê é um dos terreiros mais antigos do país. Foi tombada como patrimônio histórico e cultural do Brasil em 2013 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

 

Leia mais: Criança de 4 anos é atingida por golpe de facão durante briga em bar na Bahia

 

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