Mulher é encontrada desacordada e com sinais de espancamento na Bahia
Mulher foi encontrada desacordada e com sinais de espancamento após tentativa de feminicídio em Nazaré
Por Ananda Costa.
Uma mulher foi encontrada desacordada e com sinais de espancamento na manhã da última segunda-feira (5), às margens da BA-001, na localidade de Leone, zona rural do município de Nazaré, no Recôncavo Baiano.

A vítima foi identificada como Vera Lúcia Conceição Santos. De acordo com a Polícia Civil, ela foi socorrida por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e permanece internada no Hospital Gonçalves Martins (HGM).
Informações preliminares apontam que o crime teria sido cometido pelo ex-marido da vítima, após uma discussão, caracterizando uma tentativa de feminicídio.
Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que supostamente os dois chegam a uma residência por volta das 23h do último domingo (4). A Polícia Civil informou que diligências e oitivas estão sendo realizadas para identificar a autoria e esclarecer a motivação do crime.
Feminicídios na Bahia

A Bahia registrou 97 casos de feminicídio entre janeiro e 8 de dezembro de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA). O número revela a permanência da violência de gênero em diferentes regiões do estado ao longo do ano, com maior concentração de ocorrências nos meses de abril e novembro.
Salvador lidera o ranking de municípios com mais registros, totalizando 11 feminicídios. Em seguida aparecem Feira de Santana, com cinco casos, e Camaçari, com quatro. Os dados reforçam que a violência contra mulheres não se restringe ao interior ou à capital, mas se distribui de forma ampla pelo território baiano.
O crime mais recente ocorreu no dia 6 de dezembro, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. A jovem trans Rhianna Alves, de 18 anos, foi morta com um golpe conhecido como “mata-leão”. O suspeito, Sérgio Henrique Lima dos Santos, de 19 anos, apresentou-se à delegacia com o corpo da vítima e foi inicialmente liberado após alegar legítima defesa.
A condução do caso gerou repercussão nacional e críticas de entidades de direitos humanos, especialmente diante da liberação do suspeito, que acabou preso e indiciado quatro dias depois.
A deputada federal Erika Hilton (Psol) anunciou que denunciou ao Ministério Público um delegado e o suspeito de matar uma mulher trans.
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