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Motorista baleado por PM em briga de trânsito recebe alta após 15 dias internado em Salvador; recuperação deve durar dois meses

Motorista passou por cirurgia antes de receber alta e ainda não pode apoiar o pé no chão; vítima deverá fazer fisioterapia durante a recuperação

Por Victor Hernandes.

O motorista baleado por um policial militar durante uma briga de trânsito em Salvador, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (9), após 15 dias de internação. Cirilo Sahade Lessa Marques de Carvalho ainda não consegue apoiar o pé no chão e deverá passar por um período de recuperação estimado em cerca de dois meses.

Motorista Cirilo Sahade Lessa Marques De Carvalho Recebeu Alta Após 15 Dias Internado Em Salvador

O caso aconteceu no último dia 24, na região da Avenida Paralela, próximo ao bairro de São Rafael. Cirilo foi atingido por um disparo efetuado pelo policial militar Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim, que foi preso posteriormente e é investigado pelo caso.

Segundo a esposa da vítima,  Samile Sahade o motorista passou por uma segunda cirurgia e recebeu alta nesta quarta. No entanto, ele ainda permanecia no hospital aguardando a liberação dos elevadores para deixar a unidade, já que não pode caminhar.

“Ele recebeu alta hoje. Nesse momento ainda estamos no hospital porque os elevadores quebraram. Então a gente está aguardando a liberação dos elevadores para descer com ele, porque ele não pode descer andando, não pode colocar o pé no chão”, relatou.

Ainda segundo Samilly, os médicos estimaram que Cirilo deverá esperar aproximadamente dois meses antes de voltar a apoiar o pé. Durante esse período, ele deverá realizar sessões de fisioterapia.

“Nesse momento, ele realmente não tem como ter uma atividade e não vai conseguir trabalhar de nenhuma forma, está realmente de cama”, afirmou.

A esposa também informou que Cirilo deverá permanecer acamado durante parte da recuperação, até que consiga voltar a caminhar normalmente e retomar as atividades.

Família aguarda manifestação do MP

De acordo com Samilly, a família e a defesa de Cirilo também aguardam a manifestação do Ministério Público sobre a situação do policial. Ela informou ainda que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto pela Corregedoria da Polícia Militar para apurar a conduta de Rodrigo. 

De acordo com ela, a família e a defesa do entregador aguardam um parecer do Ministério Público sobre a manutenção da prisão do policial envolvido. Um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto na Corregedoria e a família está estruturando um processo na esfera cível além do criminal, embora ainda não tenham sido intimados para novos depoimentos. 

Situação do PM que atirou em motorista

A prisão preventiva de Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim ainda estaria em análise pela Justiça. O PM foi preso no último dia 2 de setembro, na capital baiana, após se apresentar à polícia. Durante audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça determinou que ele permanecesse recolhido sob custódia provisória da Polícia Militar da Bahia e à disposição da Justiça. Além disso, foi iniciado um inquérito contra o agente

Na ocasião, o pedido da defesa para revogar a prisão preventiva não foi analisado de forma definitiva. A juíza Martha Carneiro Terrin e Souza determinou que o Ministério Público da Bahia (MP-BA) se manifestasse sobre o pedido no prazo de 48 horas.

Após o parecer do Ministério Público, o processo deverá retornar para análise da magistrada, que poderá decidir pela manutenção ou revogação da prisão preventiva. A defesa de Rodrigo alegou que ele se apresentou voluntariamente à Corregedoria da Polícia Militar e à delegacia e afirmou que o policial estaria disposto a colaborar com as investigações.

Os advogados também apresentaram informações sobre a situação familiar do PM. Segundo a defesa, Rodrigo tem três filhos, sendo que a filha mais velha possui uma enfermidade rara. Os advogados afirmam ainda que ele é o principal provedor financeiro da família. Caso a prisão seja mantida, a defesa pediu que seja considerada a possibilidade de substituição por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica ou o comparecimento periódico em juízo.

Durante a audiência de custódia, a magistrada analisou a legalidade da prisão e as circunstâncias do cumprimento do mandado. Conforme a decisão, não foram identificadas irregularidades no procedimento nem relatados casos de violência ou maus-tratos contra o policial. A juíza também destacou que questões relacionadas ao pedido de revogação da prisão preventiva e às condições pessoais do PM deverão ser analisadas no processo principal.

Pm Atira Em Motorista De Aplicativo

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