Mãe e irmão de Oruam são presos em operação contra esquema de internet ligado ao Comando Vermelho
Ação que prendeu mãe e irmão de Oruam investiga o uso de ameaças e armas para controlar o fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro
Por Da redação.
Fonte: SBT News
Um esquema suspeito de controlar a prestação de serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro é o alvo da Operação Backbone, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (19). A investigação apura a atuação de integrantes do Comando Vermelho (CV), que teriam recorrido à violência para impedir a concorrência e dominar o fornecimento do serviço em áreas sob influência da facção.

Entre os presos estão Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca, mãe e irmão do rapper Oruam, respectivamente. O pai do artista, Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, também aparece entre os alvos da investigação. Ele já está preso.
Segundo as apurações, o suposto esquema teria como áreas de atuação os complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão. Nesses locais, os investigados são suspeitos de utilizar armas e ameaças para estabelecer o controle sobre os provedores de internet.
Justiça determina bloqueio milionário
Além de investigar a atuação do grupo nas comunidades, a operação busca atingir os recursos financeiros ligados ao esquema. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foi autorizado o bloqueio de bens e valores que pode chegar a R$ 558 milhões.
A medida alcança 40 pessoas e 42 empresas. A Polícia Federal também cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em municípios fluminenses.
Ao todo, 19 pessoas haviam sido presas até o momento da divulgação das informações sobre a operação. As investigações buscam esclarecer a estrutura de funcionamento do esquema e a participação dos suspeitos no controle dos serviços de telecomunicações.
Oruam

O rapper Oruam teve a prisão preventiva revogada pela Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (31). A decisão, assinada pela juíza Tula Corrêa de Mello, muda o rumo do processo em que o artista era acusado de tentativa de homicídio contra dois policiais civis.
Para entender o impacto prático da decisão, ao portal Aratu On, a advogada Thaynara Oliveira explicou que a revogação abre caminho para a soltura do artista, mas sob regras rígidas. "Inicialmente sim, ele vai ser solto. A prisão preventiva dele foi decretada inicialmente porque o juiz analisou alguns aspectos, como a garantia da ordem pública ou o risco à instrução processual. Logo após, com essa nova decisão, o juiz entendeu que não há risco para o processo e que não há necessidade de mantê-lo em reclusão em unidade prisional."
A acusação original sustentava que Oruam havia arremessado uma pedra de 4,85 kg contra policiais civis para impedir o cumprimento de um mandado contra um menor. Contudo, a juíza Tula Corrêa de Mello concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar a tese de tentativa de homicídio, tampouco a intenção do artista de matar os agentes. O caso foi remetido a uma vara criminal comum, onde ele responderá por acusações como resistência, desacato, ameaça e lesão corporal.
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