Oruam continua preso mesmo após defesa alegar tuberculose

Os advogados alegaram que Oruam, que está preso, enfrenta um quadro grave de tuberculose pulmonar

Por Bruna Castelo Branco.

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, filho de Marcinho VP, para revogar a prisão preventiva. Os advogados alegaram que o rapper enfrenta um quadro grave de tuberculose pulmonar, mas a juíza Tula Corrêa de Mello manteve o mandado de prisão. O artista é considerado foragido.

Segundo a defesa, Oruam perdeu cerca de 5 kg no último mês, apresenta tosse crônica, lesões nos pulmões e perda de massa muscular. Os advogados também afirmaram que um dos laudos médicos recomenda isolamento durante o tratamento para evitar a transmissão da doença.

Os advogados alegaram que Oruam, que está preso, enfrenta um quadro grave de tuberculose pulmonar. | Foto: Rolling Stone

Na decisão, a magistrada entendeu que os motivos que fundamentaram a prisão preventiva permanecem válidos, principalmente porque o rapper continua foragido.

A juíza afirmou ainda que os laudos médicos apresentados pela defesa não são suficientes para justificar a revogação da prisão, uma vez que não foram emitidos por órgão oficial do Estado. Ela também destacou que não houve comprovação de que o sistema prisional seja incapaz de oferecer o tratamento necessário.

Segundo a defesa, Oruam perdeu cerca de 5 kg no último mês, apresenta tosse crônica, lesões nos pulmões e perda de massa muscular. | Foto: Divulgação

Caso Oruam se entregue ou seja preso, a decisão determina que ele seja encaminhado imediatamente ao sistema médico-hospitalar prisional. Uma equipe de saúde deverá avaliar seu estado clínico e informar à Justiça se a estrutura disponível é adequada para o tratamento.

A magistrada também rejeitou outros argumentos da defesa, como o fato de todas as testemunhas já terem sido ouvidas e a alegação de que um laudo pericial não comprovou de forma conclusiva a violação da tornozeleira eletrônica. Para a juíza, o fato de Oruam permanecer foragido demonstra que medidas cautelares alternativas à prisão não seriam suficientes neste momento.

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