Polícia Civil mira rapper Oruam em operação contra o Comando Vermelho no Rio
Operação contenção mira 12 alvos dentre eles Oruam, mãe e irmão por lavagem de dinheiro ligada ao CV
Por Da redação.
A nova fase da Operação Contenção é deflagrada pela Policia Civil do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29) com o objetivo de cumprir 12 mandados de prisão preventiva. Entre os alvos estão o rapper Oruam, sua mãe, que já tinha sido presa por tráfico de drogas este ano e seu irmão, investigados por suspeita de lavagem de dinheiro ligada à facção Comando Vermelho (CV).

A ação é conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e busca conter o avanço da organização criminosa no estado.
Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram mobilizados para cumprir as ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado da Capital.
Além dos investigados diretamente ligados ao artista, líderes do CV também são alvos da operação. Entre eles está Marcinho VP, pai de Oruam, que já se encontra preso.
Investigação aponta atuação de familiares
De acordo com a polícia, Marcinho VP “continua exercendo papel central na estrutura de comando da facção” mesmo após quase três décadas no sistema prisional. As investigações indicam que ele integra o chamado “conselho federal permanente” do Comando Vermelho.

No caso de Márcia Nepomuceno, os investigadores afirmam que ela atuaria como intermediadora de interesses do grupo fora da prisão, “participando da circulação de informações e de articulações envolvendo operadores da organização e agentes externos”.
Já o sobrinho de Marcinho VP, identificado como Landerson, teria, segundo a polícia, a função de ligação entre lideranças da facção, membros que atuam em áreas dominadas pelo grupo e pessoas relacionadas a atividades econômicas exploradas pela organização, “como serviços e imóveis”.
Oruam tem prisão decretada novamente após STJ revogar habeas corpus
Em fevereiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro determinou novamente a prisão do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus concedido ao artista, sob o entendimento de que ele descumpriu de forma reiterada a medida cautelar de monitoramento eletrônico.
Na decisão desta segunda-feira, o ministro Joel Ilan Paciornik afirmou que Oruam deixou de cumprir a obrigação de manter a tornozeleira eletrônica carregada, especialmente durante a noite e nos fins de semana. Segundo o magistrado, o rapper permaneceu longos períodos sem bateria no equipamento, com intervalos que chegaram a até 10 horas.
De acordo com o ministro, a situação gerou “lacunas nos mapas de movimentação do acusado”, tornando a fiscalização “ineficaz”.
Paciornik também apontou risco de fuga e destacou o que classificou como “desrespeito do acusado para com as medidas cautelares impostas”, afirmando ainda que o comportamento “denota não guardar qualquer respeito, não somente às autoridades policiais, mas também às decisões judiciais”.
Um relatório de monitoramento citado na decisão do STJ aponta que Oruam teve 28 interrupções no uso da tornozeleira eletrônica em um período de 43 dias, entre 30 de setembro e 12 de novembro do ano passado.
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