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Homem suspeito de agredir a própria mãe com pedaço de madeira é preso na Bahia
Conforme apuração do Aratu On, testemunhas indicam que o homem também já cometeu agressões contra o pai dele, de idade não identificada, além de ameaças a outros familiares
Por Taís Rocha.
Um homem, de 39 anos, suspeito de agredir a própria mãe, de 75 anos, foi preso nesta quinta-feira (13), em Guaratinga, no interior da Bahia. Segundo a Polícia Civil, a agressão ocorreu no último sábado (9). As investigações apontam que a idosa foi atingida na cabeça, no braço e em outras partes do corpo.
Durante o ataque, a mãe do suspeito conseguiu fugir mas foi novamente alcançada e agredida. Após o ocorrido, a mulher ficou impedida de retornar à residência e sem acesso a documentos, roupas e medicamentos. O suspeito permaneceu no imóvel.

Homem também tem históricos de agressões contra outros familiares
Conforme apuração do Aratu On, testemunhas indicam que o homem também já cometeu agressões contra o pai dele, de idade não identificada, além de ameaças a outros familiares.
A pedido da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva e concedeu medidas protetivas para a família do investigado. A decisão determinou o afastamento do suspeito da casa, proibiu a aproximação e qualquer contato com os familiares protegidos e ordenou a devolução dos pertences da mãe.

Violência contra idosos no Brasil
O Brasil registra, em média, 20 denúncias de violência contra idosos por hora, segundo dados da central do Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos. O levantamento mostra ainda que mais de 80% dos casos ocorrem dentro da casa da própria vítima.
Em um país que envelhece mais rápido do que o previsto, os números acendem um alerta: são quase 500 denúncias diárias, envolvendo desde abandono e golpes financeiros até insultos e agressões físicas. Muitas vezes, nem as vítimas nem os familiares reconhecem essas situações como crime.
A Bahia, por exemplo, abriga mais de 2,3 milhões de pessoas idosas e concentra o maior número de centenários do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Projeções indicam que, até 2070, quatro em cada dez baianos terão 60 anos ou mais.

Entre janeiro e outubro deste ano, foram registradas 151 mil denúncias, que resultaram em mais de um milhão de violações. A maior parte das vítimas é composta por mulheres idosas. Para ampliar a conscientização, a Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos (Anampa) lançou uma cartilha com o lema “informar para proteger”, que reúne direitos, tipos de violência e sinais de alerta que devem ser observados.
O material também destaca que práticas comuns no convívio familiar, como reter documentos, apropriar-se da aposentadoria, impedir visitas ou proferir xingamentos, configuram violência.
Nos últimos anos, leis mais rígidas reforçaram as punições para maus-tratos, abandono e golpes. A nova portaria do Ministério dos Direitos Humanos determina prioridade às denúncias envolvendo pessoas com mais de 80 anos e estabelece um atendimento mais humanizado no Disque 100.
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