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Teleférico do Subúrbio em Salvador avança para nova fase; veja detalhes

Projeto do Teleférico do Subúrbio vai ligar Praia Grande, Mané Dendê e Pirajá a Campinas de Pirajá, com integração ao metrô

Por Ananda Costa.

O projeto do Teleférico do Subúrbio avançou para uma nova fase e entrou no processo de licitação para a implantação do sistema. A expectativa da Prefeitura de Salvador é que a concorrência seja lançada ainda no segundo semestre deste ano. 

Teleférico do Subúrbio de Salvador avança para nova fase

Se o cronograma previsto pela Prefeitura avançar conforme o planejado, as obras devem começar nos próximos meses e o Teleférico do Subúrbio poderá se tornar uma nova alternativa de transporte para os moradores da região, com conexão direta ao metrô e redução significativa no tempo de deslocamento.

Em janeiro deste ano, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), havia informado ao Aratu On que a licitação para a execução das obras do Teleférico do Subúrbio deveria ser publicada até março. Na ocasião, a previsão era de que as intervenções começassem no dia 2 de julho.

O prefeito também afirmou que pretendia antecipar a entrega do equipamento. A estimativa inicial era de conclusão em 2029, mas Bruno Reis declarou que trabalhava para entregar o teleférico até o final de 2028.

Agora, o projeto avançou para a fase de licitação, com a Prefeitura realizando os ajustes finais necessários para a contratação da parte eletromecânica do sistema.

Como vai funcionar o Teleférico do Subúrbio

O teleférico terá um percurso de 4,3 quilômetros, ligando a Avenida Suburbana à região da BR-324.

O trajeto começará na região de Praia Grande, passará pelo Mané Dendê e Pirajá e seguirá até Campinas de Pirajá, onde os passageiros poderão fazer a integração com o metrô.

Atualmente, o deslocamento entre essas áreas pode levar de 40 a 50 minutos. Com o novo sistema, a previsão é de que o percurso seja feito em aproximadamente 12 a 16 minutos.

O equipamento terá capacidade para transportar até 3,2 mil passageiros por hora em cada sentido.

Além de reduzir o tempo de viagem, o projeto prevê a integração do teleférico com o sistema de transporte público de Salvador.

Na prática, o passageiro poderá chegar às estações utilizando ônibus e acessar o novo modal com o mesmo cartão de transporte, facilitando a conexão entre os diferentes meios de deslocamento.

A integração deve permitir que moradores de áreas mais distantes tenham acesso mais rápido ao metrô e, consequentemente, a outras regiões da cidade.

Prazo de entrega do projeto 

 Teleférico De Salvador

Os detalhes do projeto foram publicados pelo Aratu On em outubro de 2023. A estimativa inicial era que o início da obra acontecesse em agosto deste ano, mas o processo sofreu atrasos.

Em março do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou, concessão de garantias da União para um empréstimo de US$ 125 milhões (aproximadamente R$ 730 milhões na cotação atual) entre a Corporação Andina de Fomento (CAF) e a prefeitura de Salvador para financiar a construção do teleférico no Subúrbio Ferroviário.

A operação de crédito integra o financiamento do Programa de Inclusão Social e Territorial (PIST), que prevê investimentos em mobilidade urbana, capacitação profissional e serviços digitais. O teleférico do Subúrbio é uma das iniciativas contempladas pelo programa.

O aval da Fazenda era o último requisito necessário para a formalização do contrato de crédito entre a instituição financeira e a prefeitura. Segundo o despacho, a operação recebeu autorização da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O acordo para o financiamento foi aprovado pela diretoria da CAF, em 18 de julho de 2023. Na época, o presidente-executivo da instituição, Sergio Díaz-Granados, destacou que o programa beneficiará diretamente mais de 900 mil pessoas, entre moradores e turistas, ao melhorar a infraestrutura e ampliar a inclusão social na capital baiana.

De acordo com a proposta, entregue ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quatro estações serão construídas na primeira etapa do teleférico. São elas:

1 - Praia Grande
2 - Novo Mané Dendê
3 - Escola Pirajá
4 - Campinas de Pirajá 
 
A proposta foi apresentada pela Fundação Mário Leal Ferreira, o banco estatal alemão KfW e a Ingeniería de Sistemas de Transporte e Cables (ISTC) -Engenharia de Sistemas de Transportes e Cabos-, empresa colombiana especializada no desenvolvimento de sistemas de transporte a cabo. 

A primeira estação ficará sobre o atual terreno da garagem da Plataforma, uma das empresas que compõem o consórcio Integra, que opera o sistema de ônibus da capital.

A segunda estação ao lado do Residencial Mané Dendê, em Ilha Amarela. Já a terceira estação, em Pirajá, deve ser edificada onde há, atualmente, a Escola Municipal General Labatut, na Rua 8 de Novembro.

E última estação, por fim, denominada Campinas de Pirajá, será construída nas imediações da Estação Pirajá, a fim de interligar o modal com o metrô e os ônibus.

A estimativa apresentada no estudo é que, diariamente, sejam transportadas 23 mil pessoas.

Plano de Mobilidade

O teleférico faz parte de um conjunto de iniciativas propostas no Plano de Mobilidade (Planmob), que visa construir um pacote de iniciativas de mobilidade para Salvador em 50 anos. O texto foi apresentado em 2018, pelo ex-prefeito ACM Neto (União) e apresenta soluções de transporte, urbanismo, infraestrutura viária e cicloviária, além da construção e estruturação de modais.

A etapa do teleférico do Subúrbio é a primeira de 22,5 km previstos para funcionar até 2049 na cidade. O intuito é que o modal seja construído, futuramente, em locais como IAPI, Brotas e Pernambués, a fim de levar o equipamento às estações de metrô da Bonocô, do Retiro e do Detran.

Outros trechos do teleférico ainda podem ser edificados no Centro, no Comércio e em outros pontos do Subúrbio, que devem receber o VLT.

No Planmob, ainda há a possibilidade de integração do BRT com teleféricos nas avenidas Gal Costa e 29 de Março. Contudo, estas localidades irão abrigar o novo projeto do VLT, construído pelo governo do estado, não o BRT.

LEIA MAIS: Prefeitura investe R$ 3,76 milhões em consultoria do Teleférico de Salvador

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