Saiba quem são os três presos suspeitos de negociar duplicatas falsas e causar prejuízo de R$ 15 milhões em Salvador
Os presos permanecem à disposição da Justiça. E as investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema
Por Taís Rocha.
A Polícia Civil divulgou a identidade de dois dos três presos nesta terça-feira (15), durante a Operação Sem Lastro, contra um grupo suspeito de criar e negociar duplicatas falsas para obter dinheiro de fundos de investimento, em Salvador. O casal preso foi identificado como Caio Vinicius Santos, contador e Adriana Gonçalves Sandes, veterinária. Já a terceira envolvida no esquema, atua como contadora mas não teve sua identidade divulgada.
Saiba quem era o casal
Os três presos exerciam funções distintas. O Caio Vinicius, atuava nos setores financeiro e comercial, além disso, é apontado como responsável pela criação, falsificação e negociação dos títulos fraudulentos. Ele também participava do chamado autopagamento, utilizando recursos de empresas ligadas ao grupo para quitar alguns dos próprios títulos e criar uma falsa aparência de capacidade financeira. Mesmo após a descoberta das primeiras irregularidades, apresentou uma nova carteira de títulos fraudulentos no valor de R$ 17 milhões.

A segunda mulher, não identificada, presa no Jardim das Margaridas atuava na área financeira e contábil. Segundo os autos, ela participava da manipulação de balanços e informações financeiras para conferir aparência de solidez econômica às empresas utilizadas nas operações.
Já a terceira investigada, Adriana Gonçalves Sandes, médica-veterinária e esposa do principal investigado, atuava na área patrimonial e societária. Um dos elementos analisados foi a transferência, em 24 de março de 2026, da totalidade das cotas de uma empresa, avaliadas em R$ 1 milhão, para ela. A operação ocorreu durante as investigações e, segundo a apuração, esteve relacionada a uma suposta separação considerada simulada pelos investigadores.

Entretanto, publicações em redes sociais indicaram a continuidade da relação e da convivência do casal.
Investigação continua
Os três presos permanecem à disposição da Justiça. E as investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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