Homem é preso por armazenar imagens de abuso infantojuvenil na Bahia
Suspeito de armazenar imagens de abuso infantojuvenil foi preso pela Polícia Federal em Itaberaba
Um homem foi preso em flagrante nesta terça-feira (11) em Itaberaba, no norte da Bahia, suspeito de armazenar imagens de abuso sexual infantojuvenil. A ação faz parte da Operação M3dlin, deflagrada pela Polícia Federal.
Durante o cumprimento do mandado, expedido pela Justiça Federal em Feira de Santana, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, que serão periciados para identificar outros possíveis envolvidos e impedir a disseminação do material.

O suspeito pode responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de conteúdos de abuso sexual contra crianças e adolescentes.
Na última terça-feira (4), outro homem foi preso em flagrante pelo mesmo crime em Teixeira de Freitas, no extremo sul do estado, durante a Operação Anjo da Guarda, também conduzida pela PF.
A Polícia Federal reforçou o alerta a pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar crianças e adolescentes, tanto no ambiente virtual quanto no convívio social, para protegê-los de abusos sexuais.
Pornografia infantil
O caso de um adolescente apreendido em Maracás, no sudoeste da Bahia, trouxe à tona preocupações sobre o comportamento de jovens em ambientes digitais. A operação, denominada "Brilho do Amanhã", investiga produção, armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil, além de crimes envolvendo abuso sexual, estupro e extorsão.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente mantinha um vasto acervo ilegal em plataformas digitais e participava da produção e transmissão de imagens com conteúdo sexual envolvendo menores, induzindo vítimas à automutilação durante transmissões ao vivo. Durante buscas, foram apreendidos celulares e mídias digitais que servem como evidência. Após a apresentação ao Judiciário, foi determinada a internação provisória em unidade da Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac).

Pais têm mais medo de falar de internet do que de sexo
O caso reacende a discussão sobre como adolescentes interagem na internet. Para o pediatra Michael Rich, professor associado da Escola de Medicina da Universidade Harvard, não é possível “blindar” os jovens da internet, mas é essencial que pais e responsáveis saibam orientar o uso das redes sociais.
Rich pontuou que muitos pais têm mais medo de falar com os filhos sobre internet do que sobre sexo. "Isso acontece porque, correta ou incorretamente, eles sentem que conhecem algo sobre sexo, mas se sentem inseguros ao falar sobre a internet porque acreditam que os filhos sabem mais sobre isso do que eles", explicou em entrevista à Folha de S. Paulo publicada no domingo (28).
Para o especialista, de certa forma, os pais não admitem o fato de estarem "mergulhados no celular" e acabarem ausentes para os filhos. Mas, como os celulares, redes sociais e internet não vão deixar de existir, o que pode ser feito é "apoiar os pais a criar seus filhos no mundo digital”.
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