Ex-patrão denunciado por agressão em Salvador é indiciado por racismo
A Polícia Civil informou que concluiu, nesta sexta-feira (9), o inquérito policial que apura o caso de um ex-patrão denunciado por agressão a mulheres em Salvador
Por Ananda Costa.
A Polícia Civil da Bahia informou ao Aratu On que finalizou o inquérito que investiga a denúncia de racismo qualificado, praticado por meio das redes sociais, atribuída a um ex-patrão denunciado por agressão a mulheres em Salvador.

O caso ocorreu após duas mulheres, identificadas como Mônica Freitas e Naiane, denunciarem que foram agredidas fisicamente e ameaçadas de morte por um ex-patrão na tarde de terça-feira (7), por volta das 15h, no Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador. O episódio foi registrado em vídeo e encaminhado à redação da TV Aratu.
De acordo com relatos das vítimas, Adalberto teria publicado fotos das mulheres em redes sociais e utilizado o termo “preta” de forma pejorativa. No status do WhatsApp, ele comparou imagens de confraternizações da empresa realizadas em anos diferentes.
Na primeira publicação, referente a 2024, aparecem apenas funcionárias pretas, acompanhadas da legenda: “Não é à toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternização de 2024, eu pensei que estivesse na Somália.”
Em seguida, ele publicou uma imagem de 2025 com a seguinte frase: “Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito! A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina.”

Diante dos fatos, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) instaurou investigação por racismo qualificado cometido por meio das redes sociais. O investigado, proprietário de estabelecimento comercial, foi indiciado pelo crime de racismo, e o procedimento foi encaminhado à Justiça.
Relembre o caso do ex-patrão denunciado por agressão a mulheres em Salvador
Em entrevista ao repórter Tássio Michel, durante o programa Alô Juca, líder de audiência na Bahia, Mônica relatou que trabalhou por cerca de um ano na empresa CredMais e pediu demissão para retornar a um antigo emprego, que também funciona no Centro Empresarial Iguatemi. Desde então, ela e uma colega teriam passado a sofrer ameaças de Adalberto Argolo, apontado como dono da CredMais e da Bet Premium.
“Estou com medo. Vou trabalhar com medo. Tenho medo dele, ele é psicopata”, relatou Mônica.
As imagens registradas mostram o momento da confusão, quando o homem discute com as ex-funcionárias e desfere um soco em uma delas, provocando revolta entre pessoas que presenciaram a cena. Segundo as vítimas, o agressor é ex-empregador de ambas, e a ocorrência aconteceu em plena área comercial, durante o horário de funcionamento do prédio.
No momento da agressão, ele ainda teria afirmado que Mônica “nunca mais iria trabalhar naquele prédio”. As vítimas também relataram que, durante a confusão, a filha do empresário deu um tapa no rosto de uma delas, que reagiu quando Adalberto passou a desferir socos contra as duas ex-funcionárias.
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