VÍDEO: ex-patrão agride mulheres e faz ameaças em Salvador
Duas mulheres foram agredidas e ameaçadas de morte por um ex-patrão na tarde de terça-feira (7)
Por Da redação.
Duas mulheres, identificadas como Mônica Freitas e Naiane, foram agredidas fisicamente e ameaçadas de morte por um ex-patrão na tarde de terça-feira (7), por volta das 15h, no Centro Empresarial Iguatemi, em Salvador. O episódio foi registrado em vídeo e encaminhado à redação da TV Aratu.
As imagens mostram o momento da confusão, quando o homem discute com as ex-funcionárias e desfere um soco em uma delas, provocando revolta entre pessoas que presenciaram a cena. Segundo as vítimas, o agressor é ex-empregador de ambas, e a ocorrência aconteceu em plena área comercial, durante o horário de funcionamento do prédio. Veja o vídeo:
Em entrevista ao repórter Tássio Michel, da TV Aratu, Mônica afirmou que trabalhou por cerca de um ano na empresa CredMais e pediu demissão para retornar a um antigo emprego, que também funciona no Centro Empresarial Iguatemi. Desde então, ela e uma colega teriam passado a sofrer ameaças de Adalberto Argolo, apontado como dono da CredMais e da Bet Premium.
"Estou com medo, eu vou trabalhar com medo. Tenho medo dele, ele é psicopata", relatou Mônica.

De acordo com o relato, Adalberto teria publicado fotos das mulheres em redes sociais e utilizado o termo “preta” de forma pejorativa. No Status do WhatsApp, Adalberto comparou duas fotos da confraternização da empresa em anos diferentes. Na primeira, aparecem apenas funcionárias pretas, e ele escreveu: "Não é à toa que Salvador é a cidade mais africana fora da África. Na confraternização de 2024, eu pensei que estivesse na Somália".

Na sequência, ele publicou uma imagem de 2025 com a seguinte legenda: "Hoje, na confraternização de 2025, o nível melhorou e muito! A foto deu uma boa clareada, é como se eu estivesse na Argentina".

No momento da agressão, ainda teria afirmado que Mônica “nunca mais iria trabalhar naquele prédio”. As vítimas relataram também que, durante a confusão, a filha do empresário deu um tapa no rosto de uma delas, que revidou quando Adalberto começou a desferir socos contra as duas ex-funcionárias.
As mulheres informaram que atuavam na venda de empréstimos via cartão. O caso deverá ser encaminhado às autoridades para investigação.
Procurado, Adalberto Argolo não respondeu aos contatos da produção da TV Aratu até a publicação desta matéria. As vítimas registraram boletim de ocorrência e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Racismo na Bahia
Dados do 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que a Bahia ocupa o terceiro lugar no ranking de estados com maiores aumentos nos registros de crimes de racismo (145,5%), ficando abaixo apenas de Goiás (246,6%) e Alagoas (158,3%).
Na Bahia, os casos registrados de racismo saltaram de 1.464 casos em 2021, para 2.458, em 2022. A taxa nacional em 2022 teve uma alta de 67% em relação ao ano anterior.
Já o crime de racismo por homofobia ou transfobia teve 488 casos registrados em 2022 no país, ante 326, em 2021. A taxa nacional por 100 mil habitantes em 2022 ficou em 0,44 – 53,6% superior ao ano anterior. Os estados com as maiores taxas foram: Distrito Federal (2,4), Rio Grande do Sul (1,1), e Goiás (0,9).
“Observamos grandes aumentos das taxas de injúria racial (que cresceu 32,3%) e racismo (que cresceu 67%), denotando aumento da demanda por acesso ao direito à não-discriminação”, destaca o documento.
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