Caso Sara Freitas: julgamento é remarcado após abandono de defesa

Julgamento do caso Sara Freitas, que ocorreria na última terça-feira, precisou ser adiado por falta de estrutura para a realização do júri

Por Anna Caroline Santiago.

O julgamento em júri popular dos acusados de participação na morte da cantora gospel Sara Freitas ganhou uma nova data após advogados de defesa abandonarem o plenário, na última terça-feira (25), no fórum de Dias d’Ávila. A nova sessão foi remarcada para 24 de fevereiro de 2026.

A defesa dos réus também solicitou que o tribunal do júri seja transferido para o Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, por meio de um pedido de desaforamento. A solicitação ainda será analisada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

Réus do caso Sara Freitas

Sara Freitas foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado. Respondem pelo crime o ex-marido da cantora, o pastor Ederlan Santos Mariano, e os cúmplices Victor Gabriel Oliveira Neves e Weslen Pablo Correia de Jesus.

Caso Sara Freitas: julgamento é remarcado após abandono de defesa. Foto: Redes sociais

O motorista por aplicativo Gideão Duarte Lima, acusado de transportar a cantora até o local onde ela foi assassinada, já foi julgado e condenado a 20 anos e 4 meses de prisão.

Gideão foi o primeiro dos quatro réus a ser levado a julgamento. Segundo o advogado de acusação, Rogério Matos, ele foi considerado culpado pelos crimes de:

  • Homicídio qualificado

  • Ocultação de cadáver

  • Associação criminosa

Morte da cantora gospel

A cantora gospel Sara Freitas, que tinha mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, desapareceu em 24 de outubro de 2023. Seu corpo foi encontrado quatro dias depois, às margens da BA-093, em Dias D’Ávila, seminua e parcialmente carbonizada. Na época, o marido da vítima, Ederlan Mariano, chegou a simular desespero nas redes sociais, ao lado da filha do casal.

Inicialmente, os quatro investigados — Gideão Duarte, Ederlan Mariano, Weslen Pablo Correia de Jesus e Victor Gabriel Oliveira Neves — seriam julgados juntos. No entanto, os demais acusados entraram com recurso e aguardam a definição de suas respectivas datas de julgamento. Todos seguem custodiados no Complexo Penal da Mata Escura, em Salvador.

Sara Freitas foi morta com mais de 20 golpes de faca e teve o corpo carbonizado.Foto: Redes sociais

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