Variante da Covid com mais de 70 mutações entra no radar de autoridades de saúde
Uma nova variante da Covid-19 entrou no radar das autoridades de saúde em diferentes países
Por Bruna Castelo Branco.
Uma nova variante da Covid-19 entrou no radar das autoridades de saúde em diferentes países. Apelidada de “Cicada” (cigarra, em português), a cepa BA.3.2 já foi identificada em cerca de 20 países, incluindo Estados Unidos e China, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Até o momento, não há registros da variante no Brasil.
O CDC classifica a BA.3.2 como uma linhagem do Sars-CoV-2 altamente divergente, por concentrar mais de 70 mutações na proteína usada pelo vírus para se ligar às células humanas. Em janeiro deste ano, pelo menos 29 pessoas morreram por complicações da Covid-19 no Brasil.

Apesar disso, especialistas afirmam que ainda não há evidências de que a variante seja mais agressiva ou letal. Em entrevista ao jornal News Domingo, do SBT, o médico virologista e professor da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Eduardo Brandão, explicou que o grande número de mutações não significa, necessariamente, maior risco.
Segundo ele, até o momento não há indícios científicos de que a cepa seja mais transmissível. Algumas mutações podem até dificultar a ligação do vírus às células humanas, o que pode reduzir sua capacidade de infecção em comparação com outras variantes.

O apelido “Cicada” faz referência ao comportamento das cigarras, insetos que passam longos períodos escondidos no subsolo antes de emergirem em grande número. De acordo com o virologista, a variante já circula desde 2024, mas permaneceu por um tempo com baixa detecção até começar a aparecer com mais frequência. Dados do CDC indicam que a BA.3.2 foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024, na África do Sul.
Mesmo com o surgimento de novas variantes, especialistas reforçam a importância da vacinação. Embora os imunizantes atuais tenham sido desenvolvidos com base na linhagem Ômicron, eles continuam sendo fundamentais para reduzir o risco de casos graves e complicações da doença.

Covid-19 na Bahia
Os casos de Covid-19 na Bahia registraram queda e 78% em 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Apesar das preocupações levantadas sobre a segurança sanitária durante o Carnaval, dados mostraram um cenário controlado, mas que exigia atenção contínua para evitar novos aumentos.
À época, a Sesab orientou que a imunização continua sendo a principal ferramenta para evitar o aumento de casos e hospitalizações, reforçando a necessidade de que todos mantenham o esquema vacinal atualizado e adotem medidas preventivas, como a higienização frequente das mãos.
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