Brasil confirma mais dois casos de hantavirose em 2026; uma pessoa morreu

O Brasil confirmou dois casos de hantavirose em 2026, sendo um deles com evolução para morte

Por Bruna Castelo Branco.

O Rio Grande do Sul confirmou dois casos de hantavirose em 2026, sendo um deles com evolução para morte. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, os registros ocorreram em áreas rurais e não têm relação com o surto investigado em um navio de cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.

Um dos casos foi registrado em Antônio Prado, na Serra Gaúcha, com confirmação por exame laboratorial.

O Brasil confirmou dois casos de hantavirose em 2026, sendo um deles com evolução para morte. | Foto: Ilustrativa/Pexels

O outro ocorreu em Paulo Bento, no norte do estado, com diagnóstico clínico-epidemiológico e evolução para óbito.

Apesar das confirmações, a hantavirose é considerada endêmica no Brasil, com circulação contínua do vírus, principalmente em áreas rurais.

Na semana passada, o Paraná também confirmou dois casos da doença, registrados nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa.

Outros 21 casos foram descartados no estado, enquanto 11 seguem em investigação.

Já no domingo (10), Minas Gerais confirmou a primeira morte por hantavírus no país em 2026.

O que é a hantavirose?

A hantavirose é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes, saliva ou mordidas de roedores silvestres infectados.

No Brasil, a forma mais comum da doença é a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, considerada grave.

A hantavirose é transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes, saliva ou mordidas de roedores silvestres infectados. | Foto: Ilustrativa/Pexels

Os primeiros sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e náusea. Com a evolução do quadro, o paciente pode apresentar falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca, queda da pressão arterial e até choque circulatório.

Situações de risco

As principais situações de exposição ao vírus envolvem atividades em áreas rurais ou em ambientes fechados potencialmente contaminados, como limpeza de galpões, trabalhos agrícolas, colheitas, trilhas e pescarias.

Segundo especialistas, ratos urbanos, como ratazanas e camundongos, não são considerados os principais transmissores das variantes de hantavírus registradas no Brasil.

Surto em navio de cruzeiro

Recentemente, casos registrados em um cruzeiro no Oceano Atlântico colocaram a doença sob monitoramento da OMS (Organização Mundial da Saúde). Segundo a entidade, os casos ocorreram a bordo de um navio de cruzeiro, MV Hondius, que fazia uma rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde. Houve mortes e pacientes em estado grave.

Devido ao surto, a Itália colocou quatro pessoas em vigilância e quarentena preventiva após um breve contato entre elas e uma mulher que morreu de hantavirose após ser contaminada no navio, segundo a ANSA Brasil.

Mas, apesar da investigação em andamento, a OMS avalia que o risco para a população em geral permanece baixo. “Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, afirmou Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

Recentemente, casos registrados em um cruzeiro no Oceano Atlântico colocaram a doença sob monitoramento da OMS. | Foto: Ilustrativa/Pexels

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