4 erros comuns de quem está em processo de emagrecimento
A promessa de resultados rápidos pode desviar o foco da saúde e levar a erros no processo de emagrecimento
Por Bruna Castelo Branco.
Fonte: Ana Andrade - Agência Einstein
A busca por um estilo de vida saudável e por um corpo em forma deixou de ser uma tendência passageira e passou a ocupar lugar central na rotina de muitas pessoas. Especialistas alertam, porém, que a desinformação e a promessa de resultados rápidos podem desviar o foco da saúde e levar a práticas extremas e arriscadas.
Segundo a nutricionista esportiva Gabriela Yoshimura, do Espaço Einstein de Reabilitação e Esporte, do Hospital Israelita Albert Einstein, a base para mudanças sustentáveis está em uma alimentação equilibrada e estruturada. “É importante entender o que comer, quando comer e em que proporção, para que a alimentação se torne aliada, e não um desafio constante”, afirma.

A especialista destaca a importância de distribuir as refeições ao longo do dia, priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e combinar todos os grupos alimentares. A prática de exercícios físicos também é fundamental, mas exige preparo nutricional adequado. “Ao longo do tempo, a repetição de treinos intensos sem uma nutrição adequada resulta em um acúmulo de estresse nos tecidos, que se manifesta como um risco maior de lesões”, ressalta.
Confira os principais erros que podem comprometer a saúde e os resultados:
1. Focar apenas na aparência
Um erro comum é avaliar a saúde apenas pelo reflexo no espelho. Especialistas ressaltam que um corpo saudável deve ser medido por indicadores como funcionamento do metabolismo, ausência de deficiências nutricionais, bom desempenho físico e recuperação adequada após os treinos, além de bem-estar geral, qualidade do sono e estabilidade de humor. “Um corpo em forma e saudável é aquele que funciona plenamente em todas as suas capacidades, para além da aparência”, enfatiza Gabriela Yoshimura.

2. Não procurar acompanhamento profissional
A adoção de dietas restritivas sem orientação é outro equívoco frequente. “O nutricionista vai auxiliar a elaborar uma estratégia que se adeque melhor à sua realidade e aos seus objetivos, com o balanço calórico adequado para sustentar a energia enquanto acontece a perda de peso de forma saudável e sustentável”, explica a nutricionista.
A exclusão severa de nutrientes pode provocar fadiga, irritabilidade, queda de desempenho, dificuldade de concentração, maior risco de lesões e episódios de compulsão alimentar. A longo prazo, pode resultar em deficiências nutricionais, anemia, osteoporose, perda de massa muscular e redução do metabolismo basal. “Dietas que prometem soluções milagrosas devem ser olhadas com cautela”, alerta Yoshimura.

3. Ignorar sinais do corpo
Quando dieta e exercícios não geram os resultados esperados, pode haver desequilíbrios hormonais ou metabólicos. Sintomas como cansaço excessivo, alterações de humor e sono, queda de cabelo, mudanças no ciclo menstrual e palpitações indicam a necessidade de avaliação médica.
Entre os principais fatores estão disfunções da tireoide, excesso de cortisol e hipogonadismo. A endocrinologista Claudia Schimidt, do Einstein, destaca ainda o impacto do sono inadequado. “Quando a pessoa não dorme bem, ela pode sentir mais fome, escolher alimentos mais calóricos, ter menos energia para fazer exercícios, e o ciclo de hormônios do crescimento e do cortisol pode ser influenciado”, explica.

4. Usar “canetas emagrecedoras” sem indicação
O uso indiscriminado de medicamentos agonistas do GLP-1, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, também preocupa especialistas. Essas substâncias são indicadas para casos específicos de obesidade ou sobrepeso com comorbidades e não têm finalidade estética.
“Quando pensamos no uso estético, muitas vezes são pessoas que não tinham tanto excesso de gordura para perder e entram num déficit calórico mais importante. O risco de perda de massa muscular é muito maior”, alerta Schimidt. Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos — como semaglutida, liraglutida, dulaglutida, exenatida, tirzepatida e lixisenatida — passou a exigir retenção de receita nas farmácias brasileiras.
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