Ex-assessor de Bolsonaro, Filipe Martins é preso pela PF

Ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins é preso pela PF após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF

Por Da redação.

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor do então presidente Jair Bolsonaro, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou descumprimento de medidas cautelares impostas ao réu.

Na decisão, Moraes afirmou que Martins “descumpriu as medidas cautelares impostas, quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-la. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais”.

Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro, foi preso nesta sexta-feira (2) | Foto: reprodução/vídeo

Prazo para manifestação

Na terça-feira (30), o ministro havia concedido prazo de 24 horas para que a defesa se manifestasse sobre o possível descumprimento das cautelares, entre elas a proibição do uso de redes sociais.

Segundo a decisão, “em 29/12/2025 foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”.

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Em entrevista ao SBT News, no dia seguinte, a defesa de Martins, representada pelo advogado Ricardo Fernandes, negou que ele tenha acessado redes sociais.

“A defesa demonstrou que o Filipe não utiliza o LinkedIn há mais de dois anos, que não houve descumprimento de cautelares nem qualquer risco processual. Desde a prisão preventiva de Filipe em fevereiro de 2024, as redes sociais dele estão sob custódia da defesa, que as utiliza única e exclusivamente para buscar elementos de prova que possam auxiliar os advogados no exercício da ampla defesa. Tudo o que houve foi uma denúncia informal, sem lastro probatório, apresentada de forma maliciosa por uma pessoa sem relação com o processo, mas tudo já foi esclarecido. Qualquer pessoa que leia nossa manifestação verá que não há qualquer margem para a acusação de que o Filipe utilizou qualquer rede social”.

Descumprimento de medida cautelar

No entanto, no documento tornado público nesta sexta-feira (2), Moraes afirmou que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”.

O ministro acrescentou que “o acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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Em tempo: Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta a cumprir pena na PF

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde de quinta-feira (1º). 

Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados saíram há pouco da garagem do hospital localizado na Asa Sul, região central da capital federal, a poucos quilômetros de distância da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso desde novembro. 

Bolsonaro estava internado na unidade desde o último dia 24 e foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. 

Bolsonaro passou por duas cirurgias em dezembro | Foto: reprodução

Em seguida, a equipe médica avaliou a necessidade de realizar outros procedimentos para conter o quadro de soluços. Na quarta-feira (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite.

Médicos que acompanham o ex-presidente informaram na quarta-feira (31) melhora da crise de soluços e já haviam programado a alta para hoje (1º) caso não houvesse nenhum novo problema de saúde.

Com a liberação hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.

Na manhã desta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou pedido feito pela defesa do ex-presidente que solicitava prisão domiciliar de natureza humanitária após a alta. 

Na decisão, Moraes avalia que a defesa de Bolsonaro não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.

O documento reforça que permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, “e a entrega de comida produzida por seus familiares”.

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