Professores da Uneb paralisam atividades nesta quarta-feira (20)
Professores denunciam quase dez meses sem negociação com o Governo do Estado
Por Taís Rocha.
Os professores das quatro universidades estaduais da Bahia paralisaram as atividades nesta quarta-feira (20) em protesto contra a falta de diálogo com o governo do estado. Segundo a categoria, não há reuniões de negociação há quase dez meses.

A paralisação atinge a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Segundo os professores, a mobilização tem como objetivo denunciar o que classificam como “silêncio” do governo estadual diante das reivindicações da categoria. Entre os principais pontos cobrados estão a regularização dos adicionais de insalubridade e periculosidade, pagamento de anuênios retroativos, recomposição de direitos afetados pela reforma da previdência estadual e melhorias no Planserv, incluindo ampliação da cobertura e dos atendimentos.

Docentes pedem investimentos nas universidades
Os docentes também pedem maior investimento nas universidades estaduais, com a destinação mínima de 7% da Receita Líquida de Impostos para as instituições. Segundo dados apresentados pelo movimento, com base em relatórios da Secretaria da Fazenda da Bahia, as universidades teriam acumulado perdas superiores a R$ 1,26 bilhão entre os anos de 2020 e 2024 por causa de cortes nos recursos previstos.
Ainda conforme a categoria, o governador Jerônimo Rodrigues havia se comprometido, em audiência pública realizada em janeiro do ano passado, a manter um calendário permanente de reuniões com os professores. No entanto, o acordo deixou de ser cumprido a partir de julho. A última reunião entre representantes do governo e o movimento docente aconteceu em 29 de julho de 2025.
O Fórum das ADs, entidade que reúne as associações docentes da Uneb, Uefs, Uesb e Uesc, informou que entregou ofícios ao governador em dezembro do ano passado solicitando a reabertura da mesa de negociação. As cobranças ocorreram durante eventos públicos realizados em Ilhéus e Feira de Santana.

Mobilizações em todo estado
A paralisação desta quarta integra uma série de mobilizações promovidas nos últimos meses. Em abril, a categoria realizou a campanha “9 meses de vazio e silêncio”, com outdoors e busdoors espalhados em cidades baianas.

Na Uneb, os protestos ocorrerão nos 27 campi da universidade. Em Salvador, no campus do Cabula, foi realizada uma atividade chamada “Café da Manhã com o Governador”, uma cadeira vazia foi colocada no local como símbolo da ausência de diálogo entre o governo estadual e os professores.
Além da mobilização, também estão previstas panfletagens e apresentações artísticas em defesa da educação pública superior e dos direitos da categoria docente.
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