Operação Espionagem: policial civil é alvo em desdobramento do caso Binho Galinha
Agente é investigado por consultas indevidas a sistemas de segurança pública; ação foi deflagrada nesta terça-feira (25), em Feira de Santana
Por Da redação.
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Espionagem, em Feira de Santana, no centro-norte da Bahia. A ação é apontada como um desdobramento das investigações envolvendo o deputado estadual Binho Galinha (Avante), que segue preso. Ele foi condenado, em julho deste ano, a 36 anos e 9 meses de prisão pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
A operação investiga um policial civil suspeito de realizar consultas indevidas e reiteradas em bancos de dados dos sistemas de segurança pública. Ao todo, foram expedidos dois mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços ligados ao agente.
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Segundo as investigações, o policial teria acessado, sem justificativa funcional, dados cadastrais, pessoais e funcionais de um membro do Poder Judiciário e de um familiar dele. Os acessos não estariam relacionados a investigações em andamento e, de acordo com os órgãos de controle, poderiam indicar um possível monitoramento da rotina das vítimas.
A ofensiva foi realizada pela PF em conjunto com a Força Correcional Especial Integrada (FORCE/COGER/SSP-BA), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MP-BA) e a Polícia Civil da Bahia.
Relação com Binho Galinha
A investigação desta terça-feira faz parte dos desdobramentos das apurações que têm Binho Galinha como um dos principais alvos. O deputado estadual, cujo nome é Kléber Cristian Escolano de Almeida, está preso desde outubro de 2025, após se entregar ao Ministério Público da Bahia. Segundo o MP-BA, ele é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação principalmente em Feira de Santana.
As investigações relacionadas ao parlamentar envolvem operações como El Patrón e Estado Anômico, que apuram crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, obstrução da Justiça e tráfico de drogas.

No caso investigado agora pela PF, os materiais apreendidos serão analisados para verificar a extensão dos acessos realizados pelo policial e se outras pessoas podem ter participado das consultas consideradas irregulares.
Caso seja denunciado e condenado pelos crimes investigados, o policial poderá receber penas que, somadas, ultrapassam dez anos de reclusão
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