Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após reunião com Lula

O senador Jaques Wagner anunciou saída da liderança do governo, na tarde desta quarta-feira (24)

Por Liven Paula.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará o cargo de líder do governo Lula no Senado Federal. A decisão foi tomada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após uma reunião entre os dois em Brasília.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará o cargo de líder do governo Lula no Senado Federal.

Em uma publicação nas redes sociais, Jaques Wagner afirmou que o encontro foi “uma conversa entre amigos” e disse que, neste momento, sua prioridade será concentrar esforços para provar sua inocência diante das acusações que envolvem seu nome.

Em uma publicação nas redes sociais, Jaques Wagner afirmou que o encontro foi “uma conversa entre amigos”.

O senador também declarou que pretende se dedicar à reeleição do presidente Lula, do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de sua própria candidatura ao Senado ao lado do ex-governador Rui Costa (PT).

Jaques Wagner foi alvo de operação da Polícia Federal sobre Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18). A investigação apura a suposta participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, com foco no Banco Master.

Além de Wagner, foram alvos de mandados de busca o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e os empresários Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, pai de Eduardo.

STF impõe restrições a Jaques Wagner após operação da Polícia Federal

O senador Jaques Wagner (PT) deverá cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após ser alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e suposto favorecimento ao Banco Master. Segundo os investigadores, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas em troca de atuação política alinhada aos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional. Em nota, Wagner negou as acusações.

O senador Jaques Wagner (PT) deverá cumprir uma série de medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). |Foto: Carlos Moura

Entre os benefícios sob investigação está um apartamento de luxo localizado no condomínio Poème Horto, no bairro do Horto Florestal, em Salvador. De acordo com a Polícia Federal, há suspeitas de que o imóvel tenha sido utilizado como forma de pagamento de propina.

Como parte das medidas cautelares impostas pelo STF, Jaques Wagner está proibido de manter contato com gerentes, administradores, corretores, funcionários, engenheiros, arquitetos ou quaisquer colaboradores das empresas MD BA Parque Florestal Construções e Grupo Moura Dubeux, responsáveis pelo empreendimento onde está localizado o imóvel investigado.

O senador também não poderá exercer atividades de gestão, administração, representação, consultoria, contratação, intermediação ou negociação com pessoas jurídicas envolvidas nas apurações.

Leia mais: PT da Bahia divulga nota sobre Jaques Wagner após operação da PF

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