Defesa de Jaques Wagner aciona STF para anular operação contra o senador
A defesa de Jaques argumentou que uma emenda apresentada por ele contrariava os interesses do banco master ao "limitar juros e proteger consumidores"
Por Victor Souza.
A defesa do senador Jaques Wagner (PT) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir anulação da operação da Polícia Federal que teve o petista como alvo. Na ação enviada nesta segunda-feira (22), os advogados do senador apontaram que foram encontrados "erros graves que comprometem a medida".

Segundo a defesa, o ex-governador da Bahia não teria atuado em favorecimento do Master no Congresso Nacional, conforme indicou a operação que teve Wagner como alvo.
A defesa de Jaques argumentou que uma emenda apresentada por ele contrariava os interesses do banco master ao "limitar juros e proteger consumidores". Com isso, a defesa afirmou que ele não teria favorecido o banco.
De acordo com os advogados, o senador atuou para limitar os juros e proteger o consumidor, indo contra os interesses do Master. Em relação à PEC 65/2023, proposta que amplia a autonomia do Banco Central, a defesa do líder do governo disse que ele não é o autor da chamada “Emenda Master” e se posicionou contra a proposta.
Sobre os valores em espécie encontrados em endereços do líder do governo Lula no Senado, Wagner explicou que o dinheiro "tem origem lícita e comprovada".
"Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular", diz a defesa por meio de nota.
Relembre operação que teve Jaques Wagner como alvo
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, está entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18).
A investigação apura a suposta participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, com foco no Banco Master.
Além de Wagner, foram alvos de mandados de busca o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, e os empresários Eduardo Sodré Martins, enteado do senador, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, pai de Eduardo.
Relógios e 49 mil: entenda situação de Jaques Wagner
Segundo a PF, foi encontrado em um imóvel associado ao petista, um montante de US$49 mil em espécie, o equivalente a cerca de R$253 mil. Além disso, foi encontrado também relógios de luxo no local.
As investigações da polícia mostraram que o baiano recebia uma série de vantagens impróprias para realizar uma atuação política no Senado Federal, como “representante” ou “defensor” do caso no Congresso. Um apartamento de luxo em Salvador, no valor de R$3,5 milhões, também estaria nas negociações.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi um dos alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18).
A investigação apura a suposta participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional, com foco no Banco Master.
Ao todo, policiais federais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nos estados da Bahia e de São Paulo, além do Distrito Federal. Em Salvador, equipes da PF também realizam diligências relacionadas à operação.

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